As rodovias federais do Piauí registraram queda no número de acidentes e mortes entre os dias 2 e 5 de abril deste ano, segundo balanço da Operação Semana Santa, divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com os dados, durante o período foram contabilizados 13 acidentes e três mortes contra 16 ocorrências e cinco óbitos registrados em datas equivalentes de 2025.
A redução no número de mortes foi de 40%. Conforme as informações, todas as vítimas fatais eram motociclistas sem habilitação. O perfil das ocorrências reforça a presença de irregularidades entre os condutores envolvidos nos casos mais graves.
Houve, também, diminuição de quase 19% no total de acidentes. Apesar disso, o número de feridos aumentou de 18 para 30 pessoas. Segundo o levantamento, esse crescimento foi influenciado principalmente por um único acidente envolvendo um ônibus, que deixou 22 feridos, mas não provocou mortes.
Ainda conforme o balanço, 19 pessoas saíram ilesas dos acidentes registrados no período, três a mais do que no ano anterior. Já o número de acidentes considerados graves subiu de cinco para sete, indicando que parte das ocorrências teve maior impacto, ainda que menos frequentes.
Durante os quatro dias analisados, a fiscalização nas rodovias também foi intensificada. Foram realizados 1.976 testes de alcoolemia e 2.214 veículos passaram por abordagem. Três motoristas foram presos por embriaguez ao volante e outras três pessoas foram detidas por uso de documento falso e uma por mandado de prisão em aberto.
As infrações mais registradas no período mostram predominância de situações relacionadas a irregularidades e comportamentos de risco. A principal ocorrência foi a circulação de veículos não licenciados, com 179 registros.
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Em seguida aparecem casos de motoristas dirigindo sem habilitação, com 80 autuações, além de 46 motociclistas flagrados sem capacete. A fiscalização também identificou 36 ultrapassagens em locais proibidos e 35 casos de passageiros sem cinto de segurança.
Os dados indicam que motociclistas continuam entre os grupos mais vulneráveis nas rodovias do estado, especialmente quando circulam sem habilitação ou equipamentos obrigatórios. As ocorrências fatais registradas neste ano tiveram esse perfil em comum.
O balanço aponta, ainda, que a redução da letalidade ocorreu mesmo diante de acidentes de maior proporção, como o envolvendo o ônibus, e em um cenário de aumento no número de infrações ligadas à condução irregular.
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