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Mais de 8 mil agressores de mulheres foram presos no Piauí nos últimos três anos, aponta Secretaria de Segurança

Entre 2023 e 2025, prisões por violência doméstica cresceram 78% no estado; delegadas destacam importância das denúncias para romper o ciclo de agressões e prevenir feminicídios.

11/01/2026 às 16h47

Nos últimos três anos, 8.188 agressores de mulheres foram presos no Piauí, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI). Os dados mostram o resultado de ações de repressão e investigação de casos de violência doméstica e de gênero em todo o estado.

Silêncio das vítimas continuam sendo o maior obstáculo de combate de enfrentamento à violência de gênero.   - (Ascom Sempi) Ascom Sempi
Silêncio das vítimas continuam sendo o maior obstáculo de combate de enfrentamento à violência de gênero.

De acordo com o levantamento, apenas nos casos de violência doméstica, o número de prisões em flagrante cresceu 78% entre 2023 e 2025, refletindo uma resposta mais rápida e efetiva das forças policiais diante das denúncias. No mesmo período, o estado também registrou queda de 5% nos feminicídios e, no recorte do segundo semestre de 2025, a redução chegou a 33%.

Para a delegada Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o feminicídio se diferencia de outros crimes pois é baseado na violência de gênero “O feminicídio é pautado na violência de gênero, quando o agressor enxerga a mulher em uma condição de submissão ou inferioridade. Ele se diferencia de outros homicídios justamente por essa motivação”,

A delegada reforça que, na maior parte dos casos, as vítimas já conviviam com um histórico de agressões antes do crime fatal. “O feminicídio é a ponta da violência doméstica e familiar. Ele acontece quando não há o rompimento do ciclo de violência vivido pela vítima””, completa.

Denúncia ainda é o maior desafio

Apesar dos avanços, o silêncio das vítimas continua sendo um dos principais obstáculos no enfrentamento à violência de gênero. A delegada Eugênia Villa, que criou a primeira Delegacia de Feminicídios do Brasil, alerta que a falta de denúncia impede a ação preventiva das forças de segurança.

“O silêncio impede o conhecimento prévio dos cenários de risco e dificulta a aplicação de medidas preventivas, daí a importância dos canais de denúncia”,

Delegada Eugênia VillaCriadora da primeira Delegacia de Feminicídios do Brasil

As autoridades reforçam que a denúncia pode ser feita não apenas pela vítima, mas também por familiares, vizinhos ou qualquer pessoa que testemunhe casos de agressão. O objetivo é garantir a atuação imediata das forças de segurança e o encaminhamento das vítimas a redes de proteção e atendimento psicológico e jurídico.

Canais de denúncia e atendimento no Piauí

O Governo do Piauí mantém uma série de canais voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher. As denúncias podem ser feitas de forma gratuita e sigilosa, funcionando 24 horas por dia em todo o estado.

“Ei, Mermã, Não se Cale” (24h): 0800 000 1673

Ligue 180 – Central Nacional (24h)

COPOM – Polícia Militar: 190

Guarda Municipal: 153

Casa da Mulher Brasileira (Teresina): (86) 99412-2719

BO Fácil: 0800 086 0190

Com exceção da Casa da Mulher Brasileira e da Guarda Municipal, todos os canais têm abrangência nos 224 municípios do Piauí.


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Com informações da SSP