O deputado estadual Francisco Limma (PT) afirmou não acreditar em uma eventual intervenção da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores na definição da chapa majoritária da base governista para as eleições de 2026. As declarações foram concedidas ao O Dia nesta quinta-feira (5).
Atualmente, a base governista conta com o governador Rafael Fonteles como pré-candidato à reeleição, além de nomes para as duas vagas ao Senado, que têm como pré-candidatos o senador Marcelo Castro (MDB) e o deputado federal Júlio César (PSD). A definição do nome que irá compor a vaga de vice-governador, no entanto, ainda permanece em discussão.
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O governador já manifestou preferência pela indicação do assessor especial do governo e ex-secretário de Educação, Washington Bandeira. Entretanto, informações de bastidores apontam que uma ala interna, mais próxima ao ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, defende outro nome para compor a chapa, o que tem alimentado especulações sobre uma possível atuação da direção nacional do PT no processo, hipótese descartada por Limma.
“Não acredito [que haverá interferência nacional]. Acho que a executiva discute as estratégias gerais do partido, mas não creio que ela mexa nesses detalhes não”, afirmou o parlamentar.
Questionado sobre o prazo para apresentação da chapa majoritária completa, Limma disse que o objetivo do grupo é antecipar a definição, embora reconheça que o cenário político pode sofrer alterações até o período das convenções.
“O nosso objetivo é fazer isso o quanto antes, mas eu gosto de dizer que na política tudo acaba só quando termina. O prazo final são as convenções, mas a chapa deve ser feita, está praticamente pronta as chapas proporcionais e também majoritária. É claro que um fato ou outro, e às vezes os fatos nacionais interferem na organização, mas o objetivo nosso é apresentar o quanto antes para evitar qualquer alteração, qualquer improvisação. Então, estamos trabalhando para isso, para poder ter as chapas já bem definidas o mais rápido possível”, concluiu.
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