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Juros da dívida pública é a principal preocupação fiscal do Piauí, diz secretário da Fazenda

De acordo com Emílio Júnior, o governo acompanha com expectativa a próxima reunião do Banco Central, que deverá discutir o rumo da política monetária.

16/03/2026 às 09h56

O secretário da Secretaria da Fazenda do Piauí (Sefaz), Emílio Júnior, afirmou que o principal ponto de atenção das contas públicas do estado atualmente é o custo da dívida pública, pressionado pela taxa básica de juros.

Juros da dívida pública é a principal preocupação fiscal do Piauí, diz secretário da Fazenda - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Juros da dívida pública é a principal preocupação fiscal do Piauí, diz secretário da Fazenda

Segundo o gestor, com a Taxa Selic em torno de 15%, o governo estadual precisa destinar uma parcela significativa do orçamento para o pagamento de juros, o que impacta diretamente a capacidade de investimento.

“A questão do juros da dívida [é a principal preocupação]. Por exemplo, hoje o juros Selic nessa faixa de 15% ele faz com que o Estado a gente tem que ter um pagamento de um serviço grande por conta do juro. Então, isso compromete, é uma preocupação do governador, é uma preocupação da Sefaz com a sua equipe econômica”, afirmou ao O Dia.

De acordo com Emílio Júnior, o governo acompanha com expectativa a próxima reunião do Banco Central, que deverá discutir o rumo da política monetária.

“Estamos torcendo para que na próxima reunião, que vai acontecer já agora no mês de março, do Banco Central, apesar da gente estar vendo a questão da turbulência por conta da guerra dos Estados Unidos, Israel e Irã, que isso não reflita na questão da diminuição desses juros pelo Banco Central”, disse.

Endividamento

O secretário também destacou que o nível de endividamento do Piauí permanece dentro dos limites legais. Segundo ele, o estado atualmente utiliza cerca de 71% do limite de endividamento permitido, que pode chegar a até 200%.

Mesmo com essa margem, Emílio Júnior afirmou que novas operações de crédito são analisadas com cautela, levando em conta o impacto sobre a capacidade financeira do estado.

“É lógico que quando a gente vai analisar uma operação, a gente tem que analisar se o que está sendo tomado de operação está dentro do limite de 16% da sua receita corrente líquida, está sendo analisado isso. Se o comprometimento com os serviços dessa dívida, ao longo das operações, eles não ultrapassem 11,5%”, finalizou.


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