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Feminicídios batem recorde em 2025 no país e refletem problema cultural, diz novo secretário nacional

Chico Lucas aponta machismo estrutural como fator central e defende o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

26/01/2026 às 15h07

26/01/2026 às 15h07

Os casos de feminicídio no Brasil atingiram um novo recorde em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Ao todo, foram 1.470 registros entre janeiro e dezembro, número superior ao de 2024, quando o país já havia alcançado a maior marca da série histórica, com 1.464 casos. Para o novo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o cenário evidencia um problema que vai além da atuação policial, uma situação cultural de machismo e a necessidade do empoderamento feminino. 

Chico Lucas,  novo secretário  Nacional de Segurança Pública. - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Chico Lucas, novo secretário Nacional de Segurança Pública.

O MJSP também apontou que o Piauí registrou 38 casos de feminicídio em 2025, uma redução de 5% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 40 ocorrências. Apesar da leve queda, o estado apresentou um aumento de 78% nas autuações em flagrante por violência doméstica, com 3.215 prisões, na comparação com 2022.

Segundo Chico Lucas, os números nacionais refletem uma raiz estrutural que precisa ser enfrentada de forma mais ampla.

“O Feminicídio é um problema nacional, um problema cultural, como a gente já colocou por diversas vezes. É lógico que todo o aparato estatal tem que estar preparado para reprimir os casos de violência. Mas há também uma questão que precisa ser enfrentada, que é o empoderamento das mulheres para acionar a rede de proteção”, declarou.

Ainda de acordo com o secretário, durante sua atuação à frente da segurança pública no Piauí, foi identificado que cerca de 80% das mulheres vítimas de agressão nunca haviam registrado boletim de ocorrência, o que revela uma cultura de silêncio e medo que dificulta a atuação do Estado.

“A gente fez um trabalho com bares e restaurantes, com a rede de saúde, para que ao terem conhecimento de um caso de violência, as pessoas estimulem a denúncia, e com a denúncia a rede de proteção que funcione e dê a resposta necessária para a gente ter o objetivo central que é o feminicídio zero”, finalizou.

Canais de atendimento e denúncia

– “Ei, Mermã, Não se Cale” (24h): 0800 000 1673

– Ligue 180: Central Nacional (24h)

– COPOM – Polícia Militar: 190

– Guarda Municipal: 153

– Casa da Mulher Brasileira (Teresina): (86) 99412-2719

– BO Fácil: 0800 086 0190


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