O Piauí registrou queda de 66,67% nos casos de feminicídio entre janeiro e maio deste ano em relação ao mesmo período de 2025. Foram contabilizados oito casos no estado neste ano, sendo abril o único mês sem registros. Os dados são do Painel de Indicadores Estatísticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Na região Nordeste, o Piauí foi o estado com menos casos registrados neste ano, junto com Alagoas. A Bahia liderou o número de ocorrências, com 45 casos. O Governo Federal atribui essa redução, observada no Piauí e na maior parte dos estados brasileiros, ao Pacto Nacional Contra o Feminicídio, programa de segurança pública lançado em fevereiro deste ano.
No Piauí, janeiro e maio foram os meses com mais casos este ano, com três registros cada. Teresina foi o município com mais ocorrências, somando dois casos. Alvorada do Gurgueia, Dom Expedito Lopes, Dom Inocêncio, Fronteiras, São Lourenço do Piauí e Uruçuí registraram um caso cada.
Apesar da queda nos casos de feminicídio, as tentativas de feminicídio no estado aumentaram 90% entre janeiro e maio em relação a 2025. Foram registradas 38 tentativas neste ano, contra 20 no mesmo período do ano passado. Março foi o mês com mais ocorrências, com 15 tentativas. Teresina também liderou esse recorte, com 13 casos.
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O MJSP apontou que, desde a implementação do Pacto Contra o Feminicídio, o país registrou redução de 11,45% nos casos de feminicídio entre abril e maio deste ano em comparação ao mesmo período de 2025. O número de vítimas caiu de 262 para 232 no intervalo de um ano para o outro.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o enfrentamento à violência de gênero exige atuação permanente e integrada em todo o território nacional. Para ele, a redução observada é um sinal importante de avanço das políticas públicas, embora ainda existam grandes desafios.
“O feminicídio é a expressão mais extrema de um ciclo de violência que precisa ser interrompido antes que a tragédia aconteça. Por isso, estamos fortalecendo a integração entre as forças de segurança, ampliando ações preventivas, qualificando investigações e reforçando a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade. Salvar vidas exige presença do Estado, coordenação e ação contínua”, afirma.