Depois de sete anos, o Piauí voltou a ser assolado em 2025 pela seca extrema, com mais de 120 municípios em situação de emergência. Em algumas regiões do Estado, a situação ficou tão crítica, que a quantidade de água disponível não era nem suficiente para atender às necessidades básicas da população. Para amenizar essa situação, foi demandado um investimento de aproximadamente R$ 7 milhões em obras de abastecimento de água.
Na manhã de hoje (19), a Águas do Piauí apresentou o balanço das ações desenvolvidas nos meses de setembro até meados de dezembro, quando o Estado entrou em estado de seca severa. A região do Semiárido continua sendo a que mais preocupa, pela baixa quantidade de fontes de água disponíveis. Mas também foram registradas demandas importantes no Cerrado, no Meio-Norte e no Litoral piauiense.
Quando a Águas do Piauí assumiu os serviços de águas e esgotos no interior do Piauí, 43 municípios encontravam-se em situação deficitária de água, ou seja, com quantidade de água existente insuficiente para a demanda atual. Haviam 1.234 poços perfurados e 17 Estações de Tratamento de Água (ETAs).
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De acordo com Danilo Almeida, diretor-executivo da Águas do Piauí, foram perfurados mais 40 poços, instaladas mais seis ETAs, 126 poços foram revitalizados. No município de Marcolândia, que não tem rede de abastecimento, foram instalados dois reservatórios móveis com 70 mil litros de água potável. Só na região do Cerrado foram revitalizados 49 poços e outros 17 foram perfurados. No Semiárido, foram 32 perfurações de poços e 36 revitalizações. Ao todo, três ETAs foram ativadas, com oito reservatórios móveis.
“Chegamos em 2025 com seca extrema e tínhamos o desafio enorme de perfurar em torno de 60 poços, fazer a limpeza e manutenção em mais de 200 poços. Isso só de setembro a dezembro. No litoral também tivemos uma movimentação pensando nas festas de fim de ano, onde há uma grande população flutuante para aquela região”, explicou Danilo Almeida.
Este foi o primeiro ano de gestão dos impactos da seca no abastecimento por parte da Águas do Piauí. A empresa começou a operar nos municípios em maio de 2025, depois de vencer a concessão da antiga Agespisa. Como poder concedente, cabe ao Governo do Estado fiscalizar a execução do contrato através da Microrregião de Águas e Esgotos do Piauí (MRAE).
Alguns investimentos já estavam em andamento antes da Águas do Piauí assumir os serviços. O contrato de concessão permite que, no futuro, esses equipamentos sejam inseridos nos equipamentos de concessão. Foi o que explicou o secretário estadual de Administração do Piauí, Samuel Pontes. “Algumas obras já estavam em execução antes, como adutoras, algumas barragens. A inserção disso na concessão será analisada ao seu tempo após a finalização destes empreendimentos”, finaliza.
Litoral demanda atenção especial
O litoral piauiense é um dos destinos mais procurados pelos turistas no final do ano. E tradicionalmente neste período aparecem os problemas de abastecimento de água, sobretudo em áreas de maior concentração como Luís Correia, Barra Grande, Barrinha e Cajueiro da Praia. Para a região, a Águas do Piauí disse ter traçado um plano estratégico no sentido de evitar desabastecimento.
Célio Damásio, gerente executivo da região Meio Norte e Litoral da Águas do Piauí, diz que a empresa está preparada para todos os tipos de cenário neste final de ano. As melhorias no sistema vêm sendo feitas desde maio e junho para segurar a alta demanda do litoral de dezembro a fevereiro.
“Implementamos mais bombas com mais capacidade, temos mais disponibilidade de ETAs e reservatórios móveis para colocar nos pontos que sabemos que têm problemas históricos. A expectativa é muito positiva com relação a estas melhorias”, diz Célio Damásio. A questão no litoral, ele explica, não é tão crítica quanto no semiárido, mas demanda mais atenção na produção, tratamento e distribuição.
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