O Ministério da Educação (MEC) divulgou, nesta segunda-feira (19), o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de Medicina em todo o país. Do total, 107 cursos ficaram nas faixas 1 e 2 do Conceito Enade, consideradas insatisfatórias, e estarão sujeitos a sanções como redução ou suspensão de vagas e restrições ao acesso a programas federais, como o Fies.
No Pìauí, sete instituições tiveram cursos avaliados. Entre elas, quatro obtiveram conceito 4, uma obteve conceito 3 e uma ficou na faixa 2. A Universidade Federal do Piauí, nos campi de Teresina e Picos, a Universidade Estadual do Piauí (em Teresina), e a Universidade Federal do Delta do Parnaíba alcançaram conceito 4, faixa considerada de bom desempenho.
Já a Afya Centro Universitário de Teresina e o Centro Universitário Facid Wyden ficaram com conceito 3. A Afya Faculdade de Parnaíba foi a única do estado a receber conceito 2, entrando na faixa sujeita a penalidades.
O Enamed é uma prova anual aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com o objetivo de avaliar a formação dos estudantes concluintes de Medicina e a qualidade dos cursos oferecidos no país. Nesta edição, 30,4% das graduações avaliadas ficaram nas faixas 1 e 2. Apenas 49 cursos alcançaram a nota máxima, conceito 5.
De acordo com o MEC, os cursos com conceito 2 terão redução no número de vagas para novos estudantes, enquanto aqueles que obtiveram conceito 1 terão suspensão total de novos ingressos. Em nível nacional, 99 cursos efetivamente sofrerão penalidades, já que instituições estaduais e municipais não estão sob a gestão direta do ministério. Ainda assim, essas universidades também deverão adotar medidas de melhoria.
O ministro de Educação, Camilo Santana, afirmou que as instituições terão prazo para apresentar defesa. Segundo ele, o objetivo do exame é induzir melhorias na formação médica e garantir mais segurança à população atendida por esses profissionais no futuro.
A análise dos resultados revela diferenças marcantes entre os tipos de instituição. As piores avaliações se concentraram em instituições públicas municipais e em faculdades privadas com fins lucrativos. Já os melhores desempenhos ficaram principalmente entre universidades públicas estaduais e federais. No caso das estaduais, nenhuma teve curso na faixa 1 e 46,2% alcançaram conceito 5.
Entre as federais, 26,3% ficaram na faixa máxima. As particulares com fins lucrativos apresentaram os resultados mais baixos, com 11,5% dos cursos na faixa 1 e apenas 2,7% na faixa 5.
No Piauí, o desempenho das universidades públicas acompanhou essa tendência nacional, com resultados mais elevados em comparação às instituições privadas. O cenário reforça o debate sobre a qualidade da formação médica e os impactos diretos desses resultados na oferta de vagas e no acesso ao ensino superior no estado.
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