O deputado estadual Henrique Pires (MDB) afirmou que as definições sobre a chapa majoritária da base governista para as eleições de 2026 só devem ser consolidadas durante as convenções partidárias. A declaração foi concedida ao O Dia nesta sexta-feira (27).
Segundo o parlamentar, apesar das discussões em curso, a formalização das candidaturas ocorre apenas no período oficial estabelecido pela legislação eleitoral.
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“O final [das definições] é só nas convenções. O que vale é naquele período de convenção, onde você terá exatamente quem serão os candidatos, o federal, o senador… até lá todo o debate é válido. O time do presidente Lula aqui é muito forte, a marca Lula, a marca Rafael, o Wellington Dias, que é uma marca forte, que vai eleger cerca de 27 deputados estaduais, podendo chegar a nove deputados federais e elegendo os dois senadores”, relatou.
Nos bastidores, há relatos de divergências sobre a composição da chapa majoritária governista. O governador Rafael Fonteles defende o nome de Washington Bandeira como pré-candidato a vice-governador, enquanto o ministro Wellington Dias teria defendido maior diálogo antes da definição.
Henrique Pires, no entanto, minimizou qualquer crise interna e afirmou que a base permanece unida.
“Primeiro, a base é muito sólida. O time do Wellington Dias, o time do Rafael, do Marcelo Castro, o nosso time, ele é muito forte. MDB, PT e PSD, com o Júlio César. Eu vejo muito mais fuxico, intriga do que fato. Estive sexta-feira passada com o Rafael, não senti em nenhum momento desavença dele com o Wellington Dias. Estive ontem com o ministro do Wellington Dias, não senti hipótese alguma. O que existe são ideias, são sentimentos diferentes”, afirmou.
O deputado ressaltou que o objetivo comum das lideranças é garantir a manutenção do grupo no comando do Palácio de Karnak e ampliar as bancadas estadual e federal.
“Os dois querem ganhar o governo, eleger os dois senadores e formar a maior bancada na Assembleia e na Câmara. É uma questão de entendimento. Um entende de uma forma, outro de outra. Até o momento, só há um nome do PT colocado à disposição para ser vice. Não ficamos felizes com a saída do vice-governador Themístocles Filho, mas foi uma decisão tomada. O Washington Bandeira é um bom vice”, avaliou.
Montagem da chapa do MDB
Henrique Pires também comentou a articulação interna dentro do MDB para as eleições proporcionais. Segundo ele, lideranças como dos deputados João Mádison e Severo Eulálio, e o senador Marcelo Castro estão mobilizadas para fortalecer a nominata.
“O líder João Mádison, o presidente Severo, o senador Marcelo Castro e eu, dentro do meu tamanho, estamos trabalhando forte para formar um grupo de qualidade. Não é ser candidato por ser candidato. O MDB é um partido histórico, que completa 65 anos em março. Precisamos ter cuidado, zelo e buscar nomes com voto para ampliar nossa bancada”, concluiu.
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