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“Com várias chapas podemos eleger menos deputados”, diz Marcelo Castro sobre articulação do Republicanos

Segundo Marcelo Castro, a multiplicação de chapas dentro da base governista pode fragmentar os votos e comprometer a estratégia eleitoral

11/03/2026 às 08h30

Bastidores do Poder Ezequiel Araujo - (Arquivo / O DIA) Arquivo / O DIA
Bastidores do Poder Ezequiel Araujo

O senador Marcelo Castro, presidente estadual do MDB no Piauí, afirmou que a criação de uma nova chapa proporcional dentro da base governista para as eleições de 2026 pode reduzir o número de parlamentares eleitos pelo grupo político.

“Com várias chapas podemos eleger menos deputados”, diz Marcelo Castro sobre articulação do Republicanos - (Assis Fernandes/ O DIA) Assis Fernandes/ O DIA
“Com várias chapas podemos eleger menos deputados”, diz Marcelo Castro sobre articulação do Republicanos

A possibilidade em discussão envolve o Republicanos, que estaria articulando uma chapa própria para disputar vagas na Assembleia Legislativa do Estado do Piauí (Alepi). A articulação é conduzida pelo deputado federal Jadyel Alencar.

Segundo Marcelo Castro, a multiplicação de chapas dentro da base governista pode fragmentar os votos e comprometer a estratégia eleitoral, especialmente na disputa pelas chamadas sobras eleitorais.

No início de 2025, uma orientação do governador Rafael Fonteles (PT) indicou que a base aliada deveria concentrar a disputa proporcional em apenas duas chapas. Uma delas seria formada pela federação entre PT, PCdoB e PV, enquanto a outra reuniria PSD e MDB em uma coligação cruzada.

Apesar disso, informações de bastidores apontam que o Republicanos trabalha para montar uma nova chapa para a eleição proporcional.

Em entrevista ao O Dia, Marcelo Castro afirmou que sempre defendeu a redução do número de chapas como forma de ampliar as chances de eleição de parlamentares da base governista.

“Eu sempre defendi junto ao governo que a maneira mais eficiente de a base fazer o maior número de deputados federais e estaduais é ter o menor número possível de chapas. O ideal seria ter apenas uma chapa, mas sabemos que não cabe todo mundo. Não sendo possível uma só, o ideal seriam duas chapas: duas para deputado estadual e duas para deputado federal”, afirmou.

O senador explicou que, na estratégia defendida por ele, uma chapa seria liderada pelo PT e outra pelo PSD para a Câmara Federal, enquanto para a Assembleia Legislativa as chapas ficariam sob liderança do PT e do MDB.

De acordo com o parlamentar, a ampliação do número de chapas pode resultar na perda de cadeiras que poderiam ser conquistadas pela base governista.

“Pode acontecer, como já aconteceu no passado, de a base eleger um ou dois deputados estaduais a menos se houver muitas chapas, e até perder uma vaga de deputado federal. Com apenas duas chapas, poderíamos eleger mais parlamentares”, avaliou.

Questionado sobre o posicionamento do governador diante da possibilidade de novas chapas, Castro afirmou que Rafael Fonteles já conhece a posição defendida por ele.

“O governador já sabe da nossa posição. O que eu apresento são cálculos matemáticos que qualquer um pode fazer. Já tivemos essa experiência no passado e ficou provado que é mais eficiente. Entre o ideal e o real existe uma distância grande, mas todos sabem que, com menos chapas, o resultado tende a ser melhor”, concluiu.


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