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Candidata à Câmara, Ana Brito defende 10% do PIB para o orçamento da educação pública

Candidata do PSOL/REDE à Câmara dos Deputados, critica modelo de escola em tempo integral do governo

30/08/2026 às 14h19

30/08/2026 às 14h19

A professora aposentada Ana Brito, candidata a deputada federal pela Federação PSOL/REDE, defendeu maior financiamento federal para a educação pública, em entrevista ao O Dia na série de sabatinas com candidatos à Câmara Federal. Ex-dirigente sindical, ela propôs o aumento dos recursos destinados às escolas, a expansão física e pedagógica de unidades voltadas a grupos historicamente minorizados e o enfrentamento a pressões administrativas que, segundo ela, adoecem a categoria.

Candidata pelo PSOL, Ana Brito defende 10% do PIB para o orçamento da educação pública.  - (O DIA TV) O DIA TV
Candidata pelo PSOL, Ana Brito defende 10% do PIB para o orçamento da educação pública.

Para a candidata, fortalecer a educação básica passa por uma mudança na forma como o país destina seus recursos orçamentários. Em vez de pulverizar verbas, ela defende que o Estado leve ensino público estruturado a regiões e comunidades historicamente deixadas de lado pelo poder público.

"Primeira coisa a gente diz que nós temos que ter dinheiro público para a escola pública. Nós queremos pelo menos 10% do PIB que seja investido nas escolas públicas. Nós queremos aumentar as escolas, os espaços de quilombolas, de povos originários, povos do campo para que tenham também acesso à educação."

Ana Brito criticou ainda o modelo de escolas em tempo integral implantado pelo atual governo. Para ela, parte dessas iniciativas funciona como uma "fachada", sem infraestrutura correspondente. A candidata também denuncia o uso de ponto eletrônico para controle rígido de frequência e tentativas de reduzir tempos de descanso garantidos, como o recreio, o que, na avaliação dela, tem causado adoecimento mental e físico entre professores.

"A gente vê na escola municipal adoecimento de professoras, não querem nem assegurar os 20 minutos do recreio. Querem colocar na carga horária mínima de horário pedagógico, querem contar nesses 20 minutos de recreio como se fosse na carga horária mínima de horário pedagógico."

A candidata associou a valorização docente à aprovação de planos de carreira justos. Como ex-líder sindical, apontou um ano de estagnação no diálogo com o governo do estado e defendeu protestos para pressionar o Congresso na aprovação da redução da escala 6x1 como uma das soluções de melhora para a classe dos professores e demais categorias.