A base aliada do governador Rafael Fonteles (PT) reuniu-se em um hotel da zona leste de Teresina, nesta quarta-feira (7), para definir a estratégia de reeleição do presidente Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A meta é alcançar 80% dos votos válidos para o petista no estado. Fonteles não esteve presente, pois permaneceu em Brasília para ajudar na coordenação da campanha, e participou apenas por videochamada.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), afirmou que a vitória de Lula é necessária para a continuidade de programas sociais e de distribuição de renda, que, segundo ele, influenciam o cenário social, econômico e político do Piauí.
"As pessoas sabem a importância de manter o Minha Casa, Minha Vida, de manter programas como Farmácia Popular, os investimentos em infraestrutura, em desenvolvimento. Sabem a segurança que essa integração do governo Lula com Rafael Fonteles dá resultado, ela traz mudança na própria vida, nas oportunidades para as pessoas".
Wellington Dias comentou ainda as declarações de Lula, que apontou esta como uma das eleições menos organizadas desde 1989. Segundo o ministro, no Piauí a realidade foi outra, com alto nível de mobilização e eficiência nas urnas.
"Alcançamos uma vitória extraordinária no estado, com mais de 1 milhão de votos de maioria num estado que tem um eleitorado de mais ou menos 2,4 milhões que compareceram e votaram. Não é fácil, mas nós vamos trabalhar na perspectiva de um patamar mínimo de 2022 que foi em torno de 77%".
Articulação de Rafael Fonteles na coordenação nacional
O vice-governador eleito, Washington Bandeira, conduziu o encontro presencialmente. Entre as prioridades definidas estão o fortalecimento da comunicação digital, a intensificação das agendas de rua e o combate direto à abstenção. A estratégia inclui ainda a comparação entre as biografias e os projetos de gestão dos candidatos, com destaque para o desempenho do Piauí.
"Temos um campo aberto para explorar, trabalhar o convencimento. A diferença foi muito pequena, a menor da série histórica, estamos confiantes e precisamos deste alinhamento de ideias e ações para mudar o quadro", declarou.
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Bandeira também falou da mobilização feita pela base governista no interior do estado, que reúne prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e quadros da oposição que aderiram ao grupo, além de deputados federais e estaduais eleitos e não eleitos. O objetivo é conscientizar as bases locais sobre a importância de reduzir a abstenção e ampliar a vantagem de Lula em cada localidade.
Força nas ruas e o desafio digital
O presidente do PT no Piauí, Fábio Novo, avaliou que uma eventual não reeleição de Lula seria prejudicial ao estado. Ele lembrou que, no governo de Jair Bolsonaro (PL), havia dificuldade para destravar recursos e que o governo piauiense precisou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a liberação de verbas. Para o dirigente, o partido avançou, mas ainda enfrenta desafios.
"Nós somos muito bons de rua, mas ainda somos ruins de redes. O nosso desafio agora é dominar as redes", declarou.
Fábio Novo destacou o crescimento recente das plataformas digitais do PT piauiense, cujos canais oficiais passaram de 9 mil para 150 mil seguidores de forma orgânica. Segundo ele, a legenda tem incentivado o engajamento de jovens e de gestores municipais no ambiente virtual.