Em 2020, o Brasil e o Piauí enfrentaram um dos maiores desafios de sua história recente, a chegada da Covid-19. O novo vírus, altamente contagioso e com elevado índice de letalidade, espalhou-se rapidamente pelo mundo, impondo uma corrida contra o tempo, à ciência e aos sistemas de saúde. Em meio à incerteza, a imprensa passou a desempenhar um papel vital na orientação da população, e o Jornal O Dia esteve entre os veículos que levaram informações confiáveis sobre prevenção, sintomas, vacinas e protocolos sanitários.
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O Brasil registrou mais de 716 mil mortes, e o Piauí contabilizou 8.472 vítimas da doença desde o início da pandemia. O primeiro caso no país foi confirmado em São Paulo, em 26 de fevereiro de 2020, e o primeiro registro no Piauí ocorreu em 15 de março, em Teresina. Treze dias depois, o estado registrou a primeira morte por Covid-19, o prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, conhecido como Antônio Felícia.
Ainda antes da confirmação dos primeiros casos, o Piauí começou a se preparar para enfrentar o vírus. O ex-diretor do Hospital Getúlio Vargas (HGV), Dr. Gilberto Albuquerque, relatou que foram realizadas reuniões com o então governador Wellington Dias (PT) e o secretário de Saúde, Florentino Neto, para ampliar a estrutura hospitalar e criar 150 novos leitos de UTI no HGV, além dos hospitais de campanha.
“Nós não tínhamos estrutura hospitalar, não tinha gente treinada, não tínhamos medicamento no mundo inteiro que atendesse adequadamente as pandemias da Covid. Não tínhamos respiradores e nem sabíamos exatamente o que fazer. Todo dia essa história mudava. Você dormia com uma orientação e no dia seguinte já tinha outras diretrizes. Isso, com certeza, nos angustiou muito”, disse o ex-gestor.
Um ano depois, já à frente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Gilberto Albuquerque disse ter enfrentado o maior pico da pandemia e teve de tomar a decisão de desativar as tendas do hospital de campanha e redirecionar os recursos do aluguel para equipar hospitais de bairro, que segundo ele garantiria também um legado para os hospitais mais periféricos.
“Nós tornamos todos os hospitais de Teresina, exceto o Hospital da Primavera, em hospitais com Unidade de Terapia Intensiva. Esses hospitais, que são capazes de receber equipamentos de UTI, estão muito melhor qualificados e isso permanece até hoje”, declarou.
Um dos momentos mais críticos relatados pelo ex-presidente da FMS ocorreu quando Teresina esteve a poucas horas de ficar sem oxigênio hospitalar, situação semelhante à vivida por Manaus. A fábrica fornecedora, em Fortaleza, sofreu uma explosão e o caminhão que transportava o produto para a capital piauiense sofreu um acidente em Tianguá (CE), deixando o Hospital do Buenos Aires com menos de oito horas de reserva.
“Nós tínhamos oxigênio para menos de oito horas. Quando o carro chegou com a carga pela madrugada, nós já tínhamos transferido muitos pacientes. Tínhamos oxigênio para uma hora e não tínhamos alternativa. Andamos muito perto de ficar sem”, lembrou o gestor, apontando que o local mais próximo que tinha oxigênio era em Recife (PE), mas que demoraria até dois dias para a chegada do produto, declarando que a capital piauiense poderia ter vivenciado um dos piores momentos da pandemia.
Para Gilberto Albuquerque, a informação confiável foi uma das principais armas contra o caos. Ele destacou o papel do Jornal O Dia e de todo o seu sistema de comunicação no combate à desinformação, na defesa da ciência e na mobilização pela vacinação.
“O Jornal O Dia e as inúmeras páginas diárias de esclarecimento à população foram essenciais. Foi um verdadeiro braço direito no enfrentamento dessa pandemia, que o mundo inteiro não esperava viver. Quando o Sistema O Dia de Comunicação permanece durante tantos anos é porque, no mínimo, ele é confiável e divulga boas informações, com compromisso com a verdade”, finalizou.
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