A Lua vai cruzar a frente do Sol nesta quarta-feira (12) e provocar um eclipse solar total, fenômeno que poderá ser acompanhado em uma faixa restrita do planeta. Durante a totalidade, o disco lunar ficará alinhado diante do Sol e bloqueará completamente a luz solar por alguns minutos.
A faixa em que o eclipse será total passa por regiões da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal. De acordo com estimativa do site especializado Time and Date, cerca de 15,2 milhões de pessoas vivem nessa área.
O alcance aumenta quando são consideradas as regiões onde o eclipse será parcial. Nesses locais, a Lua cobrirá apenas parte do Sol, condição que amplia para aproximadamente 980 milhões o número de pessoas que estarão em áreas de visibilidade do fenômeno.
Nesta quarta-feira, a trajetória da sombra ficará concentrada no Hemisfério Norte. Por essa razão, o eclipse não poderá ser observado do Brasil, nem mesmo de forma parcial.
Para quem está fora dessas regiões, o Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo pelo YouTube a partir das 12h, no horário de Brasília.
Como acontece o eclipse solar
O eclipse começa quando a Lua passa entre o Sol e a Terra e projeta sua sombra sobre o planeta. A região mais escura dessa sombra é chamada de umbra, enquanto a área ao redor, onde apenas parte da luz solar é bloqueada, recebe o nome de penumbra.
A posição de cada observador determina o que poderá ser visto. Quem estiver na faixa atingida pela umbra verá um eclipse total; já os pontos alcançados pela penumbra terão apenas a visão parcial do Sol encoberto.
A astrônoma do Observatório Nacional Josina Oliveira do Nascimento explica essa relação entre a posição da sombra e o tipo de eclipse observado. A diferença também ajuda a entender por que um mesmo evento pode ser total em uma região e parcial ou invisível em outra.
"Eclipses solares ocorrem quando a Lua fica entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre o planeta. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada", explicou
A duração da totalidade também depende do alinhamento entre os astros. Segundo a astrônoma, a maior duração possível de um eclipse solar total é de 7 minutos e 30 segundos.
Quando serão os próximos eclipses solares?
Eclipses solares totais ou anulares acontecem na Terra em média 1 vez ao ano, mas cobrem faixas muito restritas do planeta, o que dá a sensação de serem fenômenos raros.
- Eclipse Anular do Sol de 6 de fevereiro de 2027: a faixa de visibilidade do eclipse anular vai estar sobre o mar, tangenciando o litoral extremo leste do Estado do Rio de Janeiro. O eclipse será visto como parcial em quase todo o Brasil, exceto o extremo noroeste.
- 2 de agosto de 2027: O próximo eclipse solar total no mundo cruzará o sul da Espanha, o norte da África e a Arábia Saudita. Está sendo muito falado desde já por conta de sua duração que será de 6min23seg. O eclipse total de maior duração do século XXI foi o de 22 de julho de 2009, cuja duração foi de 6min39seg.
A maior duração de um eclipse do Sol é de 7 minutos e 30 segundos. O eclipse de maior duração até o ano 3000 vai ocorrer em 16 de julho de 2186 com 7 minutos e 29 segundos de duração, que será visível na América do Sul ao norte do Brasil e não será visível no Brasil.
- 12 de agosto de 2045: O próximo eclipse solar total visível no Brasil terá sua faixa de totalidade cruzando estados das regiões Norte e Nordeste e parcialidade no restante do país.