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Vereador dá voz de prisão a advogado em sessão em Murici dos Portelas

Confusão ocorreu durante reunião da Câmara Municipal após suposta tentativa de manifestação fora das regras do regimento interno.

03/03/2026 às 12h09

Um advogado recebeu voz de prisão durante sessão da Câmara Municipal de Murici dos Portelas, cidade localizada na região Norte do Piauí, após tentar se manifestar no plenário fora das regras previstas no regimento interno da Casa. O episódio ocorreu durante sessão legislativa, na última segunda-feira (02), e envolveu o vice-presidente do Legislativo, vereador Charlles Salles (PSD).

Segundo relato do parlamentar ao Portal O Dia, o regimento não permite manifestações externas durante as sessões, exceto nos casos previstos na chamada Tribuna Popular, que exige cumprimento de requisitos prévios. De acordo com ele, antes do início dos trabalhos, o procurador da Câmara teria orientado o público a não se manifestar.

Vereador dá voz de prisão a advogado em sessão em Murici dos Portelas - (Reprodução) Reprodução
Vereador dá voz de prisão a advogado em sessão em Murici dos Portelas

Durante a sessão, o advogado se levantou e tentou falar, o que gerou o impasse. “Eu disse para ele que não poderia falar. Ele respondeu que podia, que o regimento seria cumprido. Aí ele me chamou de moleque, eu exigi respeito, e ele repetiu”, afirmou o vereador.

Charlles Salles relatou que, diante da situação, deu voz de prisão ao advogado por desacato. Ainda segundo ele, policiais presentes informaram que não poderiam adotar providências imediatas. O advogado teria deixado o local antes do encerramento da sessão.

O vereador afirmou que registrou boletim de ocorrência e incluiu integrantes da mesa diretora como testemunhas. “Quando ele chama um vereador de moleque, ele está atingindo todo mundo”, declarou. Em outro posicionamento, acrescentou que o caso será tratado na esfera judicial.

O outro lado

Em contato com o Portalodia.com, o advogado Jonatã Brandão deu sua versão dos fatos e disse que a discussão iniciou após a prefeita Dra. Ana Lina (PSD), que participava da sessão, ter se manifestado e, segundo ele, ter tido sua fala barrada. Jonatã conta que se pronunciou para que a prefeita pudesse prosseguir, mas o vereador Charles Salles o teria mandado calar a boca.

“Não vejo necessidade. Estava no exercício da minha profissão. O que questionei foi a prefeita continuar a fala dela e hoje, enfrento uma perseguição desse cidadão no município. Como que fazem uma sessão plenária onde ninguém pode se manifestar? Eu tenho quase 20 anos de advocacia, tramito por todos os lados da política, mas ontem, passou do ponto”, disparou Jonatã.

O advogado ainda não registrou um boletim de ocorrência, mas disse pensar na possibilidade.


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Com edição de Ithyara Borges.