Um taxista de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, foi surpreendido ao receber uma multa de trânsito emitida pela Prefeitura de Teresina, no Piauí, por trafegar em faixa exclusiva para ônibus, infração que ele garante não ter cometido, já que nunca esteve na capital piauiense.
Segundo o Portal Itatiaia, a notificação aponta que o veículo teria circulado irregularmente em Teresina, localizada a mais de 2 mil quilômetros de Belo Horizonte. A viagem entre as duas cidades pode durar quase dois dias de carro. No entanto, o taxista Marco Antônio da Silva, de 60 anos, afirma que raramente sai dos limites da capital mineira, onde trabalha há mais de duas décadas.
Dono de um Nissan Versa Sense CVT 2024, Marco percebeu uma inconsistência ao analisar a autuação: o veículo flagrado em Teresina seria, na verdade, um Nissan Kicks. Apesar da semelhança entre os modelos, a principal coincidência está nas placas, que diferem por apenas uma letra, “K” no carro do taxista e “X”, no veículo registrado na infração.
Com 21 anos de profissão, ele afirma manter um histórico exemplar ao volante, com apenas duas multas registradas ao longo da carreira. “Sou um mineiro com o pé grudado aqui. Nem para o interior eu pego passageiro”, disse, em tom de brincadeira.
A ideia de percorrer a longa distância até a capital piauiense também soa inviável para o taxista. “Eu não teria nem noção de quanto ia cobrar. Preferia ir de avião”, afirmou, destacando o desgaste que seria dirigir por tantos quilômetros.
O Portal O Dia entrou em contato com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) para comentar o caso, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.
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