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STF decide se mantém criminalização do jogo do bicho, bingo e caça-níqueis nesta quinta-feira (06)

Durante a sessão de quarta-feira (5), Luiz Fux sinalizou que pretende votar pela manutenção da criminalização

06/08/2026 às 10h43

Durante a sessão de quarta-feira (5), Luiz Fux sinalizou que pretende votar pela manutenção da criminalização. Ao apresentar a primeira parte de seu voto, o ministro afirmou que também vê preocupação no avanço das apostas online, conhecidas como bets, tema que, segundo ele, deverá ser enfrentado futuramente pelo Supremo.

STF decide se mantém criminalização do jogo do bicho, bingo e caça-níqueis nesta quinta-feira (06) - ( Divulgação/Polícia Federal) Divulgação/Polícia Federal
STF decide se mantém criminalização do jogo do bicho, bingo e caça-níqueis nesta quinta-feira (06)

O processo envolve um recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra uma decisão da Justiça estadual que absolveu um comerciante acusado de explorar máquinas caça-níqueis em um bar no município de São Leopoldo. A discussão no STF é sobre a validade do artigo 50 da Lei das Contravenções Penais, que prevê punição para quem explora jogos de azar em locais públicos ou acessíveis ao público.

Durante o julgamento, representantes das partes e órgãos envolvidos apresentaram argumentos diferentes. O Ministério Público defendeu que a norma continua válida e protege a ordem pública, enquanto a defesa do comerciante afirmou que a proibição contraria direitos fundamentais previstos na Constituição.

A análise foi interrompida após o início do voto do relator, ministro Luiz Fux, e será retomada com a conclusão do posicionamento do magistrado. - (Luiz Silveira/STF) Luiz Silveira/STF
A análise foi interrompida após o início do voto do relator, ministro Luiz Fux, e será retomada com a conclusão do posicionamento do magistrado.

A Defensoria Pública da União (DPU) argumentou que problemas relacionados ao vício em jogos devem ser tratados como questão de saúde pública, e não pela esfera penal. Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a existência de apostas autorizadas pelo Estado não impede a aplicação da legislação contra jogos de azar. O julgamento deve definir o entendimento do STF sobre a permanência ou não da norma.

Com informações do STF