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Sesapi descarta reabertura das alas de urgência e emergência do HGV, em Teresina

Reabertura dos setores poderia ser uma alternativa para desafogar os atendimentos no HUT, cujo gastos mensais passam de R$ 22 milhões.

07/05/2026 às 13h25

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) descartou a reabertura das alas de urgência e emergência do Hospital Getúlio Vargas (HGV). O hospital, que o de mais alta complexidade da saúde pública do Estado, completou 85 anos nesta quinta (07). Pela política nacional de atendimentos do SUS, o HGV foi pensado para atender a pacientes eletivos ou regulados, e não a urgência e emergência. 

Solenidade pelos 85 anos do HGV aconteceu nesta quinta (07) - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Solenidade pelos 85 anos do HGV aconteceu nesta quinta (07)

Esse é o principal motivo para a não reabertura das alas de urgência e emergência da unidade, que poderiam ser uma alternativa para desafogar os atendimentos no HUT, cujos gastos mensais passam dos R$ 22 milhões.

“O Hospital Getúlio Vargas tem vocação terciária para pacientes eletivos ou regulados que sejam transferidos. A política do SUS orienta que os atendimentos de pronto-socorro sejam feitos nas Unidade de Pronto Atendimento [UPAs]. A ideia é que cada UPA atenda uma população em um raio de 300 mil habitantes. Por isso Teresina tem três UPAs funcionando. O hospital deve ser preferencialmente separado da UPA”, explica Dirceu Campelo, secretário de Saúde do Piauí.

Dirceu Campelo, secretário de Saúde do Piauí - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Dirceu Campelo, secretário de Saúde do Piauí

Em seu 85º aniversário, o HGV, que uma das principais referências em saúde pública da região, recebeu dez salas cirúrgicas reformadas. O plano de reestruturação do hospital prevê 20 salas cirúrgicas ao todo, sendo três no térreo e 17 no piso superior. Estas últimas estão em reforma. “Estamos tentando garantir mais conforto, qualidade e segurança aos pacientes e aos profissionais que fazem o HGV”, pontua o secretário Dirceu Campelo.

De acordo com o gestor, a melhora na capacidade de atendimento do HGV levará a uma redução da fila de espera por procedimentos cirúrgicos. Segundo a Sesapi, o tempo médio de espera por um procedimento cirúrgico no hospital era de mais de 400 dias e hoje está menor que 60 dias. A previsão é que até o final de maio, a fila de espera por cirurgia no HGV esteja zerada.


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