Espirros, coceira, nariz entupido e ressecamento das vias respiratórias podem se tornar mais frequentes durante o B-R-O BRÓ, período marcado pelas altas temperaturas e pelo tempo seco no Piauí. A combinação também favorece uma situação comum na rotina: sair do calor das ruas e entrar em ambientes climatizados, submetendo o organismo a mudanças bruscas de temperatura.
Para quem já tem rinite ou outros problemas respiratórios, a alternância entre ambientes pode contribuir para o agravamento dos sintomas. O otorrinolaringologista Eriverton Ferreira explica que o ar mais seco e o contraste térmico interferem diretamente na proteção das mucosas do nariz e da garganta.
“Temos um choque de temperatura maior nesse período. A pessoa sai de um ambiente muito quente e entra em outro climatizado, e esse contraste, junto ao ressecamento do ar, favorece a irritação das mucosas do nariz e da garganta. Com isso, ficamos também mais suscetíveis a problemas das vias aéreas”, explica.
Uma das medidas recomendadas pelo especialista para reduzir os efeitos do período é a lavagem nasal com solução fisiológica. O procedimento pode ser realizado uma ou duas vezes ao dia e ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas, especialmente diante das condições de tempo seco.
A ingestão adequada de água também deve fazer parte da rotina. Segundo Eriverton, pessoas que já apresentam rinite ou outros quadros alérgicos precisam ainda manter o tratamento prescrito pelo médico. “A lavagem nasal é um cuidado simples e muito importante nesse período. Além disso, é preciso manter uma boa hidratação entre dois a três litros de água ingeridos por dia e, no caso das pessoas que já têm rinite ou outros quadros alérgicos, seguir corretamente o tratamento indicado”, orienta.
Além desses cuidados, manter uma alimentação equilibrada e uma rotina adequada de sono contribui para o funcionamento do sistema imunológico. Esses hábitos também podem auxiliar na recuperação do organismo diante de infecções respiratórias.
Quando procurar atendimento médico
Nem todo sintoma respiratório exige atendimento imediato, mas a evolução do quadro deve ser observada. Infecções virais costumam durar entre cinco e sete dias e, nos casos mais leves, uma teleconsulta pode ser utilizada para uma primeira avaliação.
Quando os sintomas permanecem por mais tempo ou começam a piorar, a orientação é procurar atendimento presencial. Crianças e idosos exigem atenção maior, principalmente quando aparecem outros sinais associados ao quadro respiratório.
“Se os sintomas persistirem por mais de sete dias, precisamos ficar atentos, principalmente quando falamos de crianças e idosos. Febre, tosse persistente, expectoração e uma piora do estado geral são sinais que precisam ser observados”, alerta o especialista.
A avaliação presencial permite investigar a causa dos sintomas e identificar possíveis complicações. Entre os problemas que podem surgir estão sinusite, otite e pneumonia, que podem exigir tratamento específico.
Cuidados para reduzir os sintomas
- Lavagem nasal: fazer com solução fisiológica uma ou duas vezes ao dia.
- Hidratação: ingerir entre dois e três litros de água por dia.
- Exposição ao calor: evitar o sol nos horários de maior calor.
- Tratamento: seguir corretamente as orientações médicas para rinite e alergias.
- Rotina: manter alimentação equilibrada e sono adequado.