Estados Unidos e Israel realizaram, no sábado (28), uma ofensiva coordenada contra alvos estratégicos no Irã, ampliando a tensão no Oriente Médio. A operação atingiu instalações militares e áreas ligadas à liderança do regime em Teerã. A imprensa estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, após bombardeios que alcançaram seu gabinete.
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Os governos de Washington e Tel Aviv justificaram a ação como uma medida para conter o avanço do programa nuclear iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o objetivo da ofensiva é eliminar a capacidade de Teerã de desenvolver uma arma nuclear. Em declaração pública, disse que a morte de Khamenei representa justiça para vítimas atribuídas ao regime iraniano.
“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, disse.
O governo norte-americano sustenta que o programa nuclear do Irã representa ameaça direta à segurança de seus aliados e às tropas dos Estados Unidos posicionadas na região. Embora Teerã negue a intenção de produzir uma bomba atômica e afirme que suas atividades têm fins civis, relatórios internacionais apontam divergências quanto ao nível de enriquecimento de urânio e à transparência das inspeções conduzidas pela Agência Internacional de Energia Atômica.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares e afirmou que a operação busca neutralizar essa possibilidade. "Irã não deve ter permissão para se armar com armas nucleares", declarou.
Morte de Ali Khamenei amplia crise
A agência estatal iraniana informou que Ali Khamenei morreu após bombardeios atingirem áreas próximas ao seu gabinete em Teerã. O governo declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
Em nota, autoridades iranianas classificaram a ação como agressão militar criminosa e afirmaram que as Forças Armadas responderão aos ataques. O comunicado destaca que o país estava preparado para negociar, mas que defenderá sua integridade territorial diante da ofensiva.
“Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza”, informou.
Além de Khamenei, autoridades iranianas informaram a morte de integrantes da cúpula militar e política do país. Entre eles estão o ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad. O governo declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
Reação militar
Após os bombardeios, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases norte-americanas no Oriente Médio. Explosões foram registradas em cidades da região e sistemas antimísseis foram acionados por países do Golfo.
Segundo autoridades locais e agências internacionais, centenas de pessoas morreram e outras ficaram feridas nos ataques e contra-ataques. A escalada reacende o risco de um conflito de maiores proporções envolvendo aliados estratégicos de ambos os lados.
Em retaliação, foram atingidas bases dos Estados Unidos no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Segundo autoridades locais e agências internacionais, o número de mortos no Irã já ultrapassa 550, além de centenas de feridos. Nesta segunda-feira (2), os Estados Unidos mantêm operações militares.
O que disse o governo brasileiro
O governo brasileiro condenou os ataques. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os bombardeios ocorreram em meio a um processo de negociação e reiterou que o diálogo é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil.
O Itamaraty apelou para que as partes respeitem o Direito Internacional, exerçam contenção e assegurem a proteção de civis e da infraestrutura civil. “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, diz a nota.
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