O suspeito de vandalizar a estátua de Iemanjá, localizada na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, já foi devidamente identificado pela Polícia Civil do Piauí, de acordo com a Secretaria de Segurança do Piauí (SSP-PI). Segundo a Delegada Bruna Verena, diretora de Proteção às Mulheres e Grupos Vulneráveis, as investigações, agora, serão voltadas para a identificação de pessoas que fizeram comentários preconceituosos nas redes sociais após o caso.
O ataque ao monumento ocorreu no último domingo (1°), quando o vidro do “aquário” de proteção da estátua foi quebrado e uma das mãos da escultura foi danificada. Imagens captadas pelo Sistema de Videomonitoramento Urbano com Inteligência Artificial (SPIA) auxiliaram na identificação do suspeito, cujo nome não foi divulgado.
Segundo Bruna Verena, além da responsabilização pelo dano ao patrimônio público, a polícia também apura manifestações de intolerância religiosa associadas ao episódio. “Nós já identificamos o autor dessa agressão e nós estamos identificando também as pessoas que estão fazendo comentários preconceituosos, comentários de intolerância religiosa nas redes sociais. Esses comentários preconceituosos são criminosos”, disse.
A delegada destacou que os autores dessas manifestações serão intimados a prestar esclarecimentos. “A orientação que a gente deixa é que as pessoas não façam esses comentários preconceituosos nas redes sociais e quem tiver feito pague, embora a Polícia Civil já tenha identificado todos esses autores e vá chamar um por um para prestar esclarecimentos”, afirmou.
Bruna Verena também ressaltou a diferença entre opinião e discurso discriminatório. “Opinião não pode ser crime, a gente tem que entender que a gente tem que entender que é preciso respeitar o outro, respeitar todas as religiões e viver numa sociedade de paz”, concluiu.
O caso reacendeu debates sobre intolerância religiosa e proteção a símbolos culturais e na capital. A estátua de Iemanjá já havia sido alvo de vandalismo em junho de 2024, quando o vidro de proteção foi quebrado menos de dois meses após a instalação do monumento. Na época, representantes de religiões de matriz africana realizaram um ato público em repúdio aos ataques e cobraram mais segurança para espaços religiosos.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço da apuração, incluindo a responsabilização criminal dos envolvidos tanto no vandalismo, quanto nas manifestações de intolerância religiosa nas redes sociais.
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