A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta sexta-feira (6), um laudo médico que concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro não precisa ser transferido da prisão para um hospital. No entanto, foi constatado que ele "necessita de avaliação e seguimento multiprofissional regulares", além de algumas recomendações.
Segundo o documento, o ex-presidente não necessita, nesse momento, de transferência para cuidados em nível hospitalar. Bolsonaro foi examinado em 20 de janeiro, na Papudinha, como é conhecida a unidade prisional em que está instalada a Sala de Estado-Maior, onde cumpre pena de 27 anos e três meses.
Após o exame físico e a análise de exames laboratoriais e de imagem fornecidos pela defesa, os peritos chegaram à conclusão de que Bolsonaro é portador de sete problemas crônicos de saúde, mas que "tais comorbidades não ensejam [...] necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar", diz o documento.
Foram constatadas as seguintes doenças: hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença de refluxo gastroesofágico, queratose actínica, aderência (bridas) intra-abdominais.
Não foram constatadas doenças como depressão ou pneumonia aspirativa, no entanto, devido ao risco de complicações, será necessário a otimização dos tratamentos e das medidas preventivas por profissionais especializados. Ainda de acordo com o documento, na entrevista com os médicos, o ex-presidente "não apresentou queixas compatíveis com sentimentos de menos-valia, desesperança ou anedonia [falta de prazer].
Após inspecionar as instalações da Papudinha, os peritos fizeram as seguintes recomendações:
1. Investigação complementar, definição diagnóstica e tratamento adequado do quadro neurológico em curso. Como medidas paliativas e provisórias, até avaliação especializada, recomenda-se:
• instalação de grades de apoio em corredores e boxes de banho do alojamento;
• instalação de campainhas de pânico/emergência adicionais e/ou outros dispositivos de monitoramento em tempo real no alojamento;
• acompanhamento contínuo nas áreas comuns;
2. Avaliação nutricional e prescrição dietética por profissional(is) especializado(s), direcionadas às comorbidades descritas
3. Prática regular de atividade física aeróbica e resistida, conforme tolerância clínica;
4. Tratamento fisioterápico contínuo, com ênfase em força muscular e equilíbrio postural.
Ao final, o documento ressaltou que a não observância das medidas médicas sugeridas pode acarretar risco de morte súbita, AVC ou outras complicações graves.
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