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Pegou insolação no Ano Novo? Saiba identificar, tratar e quando buscar ajuda

Exposição prolongada ao sol e ao calor intenso durante as festas pode provocar quadros graves e exige atendimento médico imediato.

02/01/2026 às 17h28

Passar a virada do ano na praia, em clubes, rios ou ao ar livre, debaixo de sol forte e calor intenso, é uma escolha comum de muitos brasileiros. No entanto, a exposição prolongada ao calor, somada à desidratação e ao consumo de álcool, pode levar a um problema sério e potencialmente fatal: a insolação.

Pegou insolação no Ano Novo? Saiba identificar, tratar e quando buscar ajuda - (Reprodução/Freepik) Reprodução/Freepik
Pegou insolação no Ano Novo? Saiba identificar, tratar e quando buscar ajuda

A insolação ocorre quando o corpo não consegue mais regular sua própria temperatura e ela ultrapassa os 40 °C. Nesse estágio, o mecanismo natural de transpiração falha, impedindo o resfriamento adequado do organismo. Como consequência, há perda rápida de água, sais minerais e nutrientes essenciais, o que pode provocar danos graves ao cérebro, coração, rins e músculos, além de levar à morte em casos extremos.

Embora seja mais comum em dias muito quentes e secos, a insolação também pode ocorrer em ambientes úmidos. Situações típicas do período de festas, como permanecer muito tempo ao sol sem proteção, praticar atividades físicas intensas, usar roupas inadequadas e ingerir pouca água, aumentam significativamente o risco.

Os sintomas costumam surgir de forma progressiva, com dor de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso acelerado, confusão mental e febre elevada estando entre os primeiros sinais. Com a continuidade da exposição ao calor, o quadro pode evoluir para convulsões, desmaios, dificuldade respiratória, fraqueza muscular, coma e óbito. Diante de qualquer suspeita, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Levar a pessoa para um local fresco e ventilado, retirar o excesso de roupas, oferecer água ou líquidos não alcoólicos e aplicar compressas frias em regiões como testa, pescoço e axilas ajudam a reduzir a temperatura corporal de forma gradual. Em casos mais graves, é essencial acionar o atendimento de urgência.

Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e aquelas que fazem uso de determinados medicamentos estão mais vulneráveis à insolação e exigem atenção redobrada. A prevenção passa por atitudes simples, como evitar o sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, aplicar protetor solar, manter hidratação constante e moderar o consumo de bebidas alcoólicas.

O tratamento da insolação envolve redução da temperatura corporal e hidratação adequada, podendo incluir soro na veia, conforme a gravidade do caso.


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Com supervisão de Nathalia Amaral.