A profissional apontada como suspeita de participação na tentativa de raptar uma recém-nascida da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa foi afastada das funções enquanto o caso é investigado. A medida foi confirmada pela direção da unidade nesta terça-feira (7), um dia após a ocorrência registrada nas dependências da maternidade.
Segundo a direção da unidade, a medida tem caráter administrativo e permanecerá em vigor enquanto os fatos são investigados. A instituição informou que o resultado das investigações servirá de base para a adoção de eventuais providências administrativas e legais.
“Como medida administrativa, a profissional supostamente envolvida foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações, cujos resultados subsidiarão a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis”, informou a maternidade em nota.
A unidade afirmou que registrou Boletim de Ocorrência e passou a fornecer informações para auxiliar o trabalho das autoridades. Entre os materiais disponibilizados estão imagens do circuito interno de monitoramento, que poderão contribuir para o esclarecimento do caso.
A direção também destacou que mantém colaboração com a investigação e que todas as solicitações dos órgãos responsáveis estão sendo atendidas. “A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) informa que registrou Boletim de Ocorrência na data do ocorrido e está colaborando integralmente com as autoridades policiais, fornecendo todas as informações solicitadas, incluindo imagens do circuito interno de monitoramento”, informou a unidade.
Além das medidas voltadas à apuração, a maternidade informou que prestou assistência à mãe da criança, ao bebê e à acompanhante. Segundo a instituição, o atendimento envolveu equipes médicas e profissionais de diferentes áreas de suporte.
De acordo com a nota, o acompanhamento foi mantido após a ocorrência, com suporte oferecido pela gestão da unidade e por equipes multiprofissionais. “
A instituição esclarece que a mãe, o bebê e a acompanhante receberam todo o suporte da gestão da unidade, além de acolhimento e assistência pela equipe médica e acompanhamento multiprofissional através das equipes do Serviço Social e da Psicologia”, diz outro trecho da nota.
Entenda o caso
O caso veio à tona após Daniela Marcos, tia da recém-nascida, relatar que uma mulher se apresentou como enfermeira e retirou a bebê do quarto alegando que a levaria para realizar exames. Segundo a familiar, a suspeita utilizava vestimentas semelhantes às dos profissionais da unidade e informou que faria os testes do pezinho e da orelhinha.
De acordo com Daniela, a situação levantou suspeitas quando ela percebeu que a mulher seguiu para um banheiro da maternidade. Ao sair do local, a suposta enfermeira já estaria com roupas diferentes e se dirigia para a saída da unidade. A tia afirmou que abordou a mulher e encontrou a recém-nascida dentro de uma bolsa. Após recuperar a criança, ela acionou a equipe de segurança da maternidade.
A familiar também afirmou suspeitar que a suspeita tenha contado com apoio de alguém ligado à unidade de saúde, hipótese que deverá ser apurada pelas autoridades. Enquanto a maternidade classifica a ocorrência como uma tentativa de retirada irregular de recém-nascido, a família sustenta que houve uma tentativa de sequestro.