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Março Azul-Marinho: Câncer colorretal é o terceiro mais incidente no Brasil; saiba sintomas e prevenção

Especialista reforçam importância do diagnóstico precoce e do rastreamento a partir dos 45 anos

09/03/2026 às 13h11

O mês de março é marcado pela campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal. Este tipo de tumor maligno surge no intestino grosso (cólon) ou no reto, geralmente originado de pólipos, pequenas lesões benignas que crescem na parede interna do órgão. A mobilização busca ampliar o acesso à informação sobre prevenção, diagnóstico precoce e fatores de risco da doença, considerada uma das mais incidentes entre homens e mulheres no país.

Março Azul-Marinho: Câncer colorretal é o terceiro mais incidente no Brasil; conheça sintomas e prevenção - (Reprodução) Reprodução
Março Azul-Marinho: Câncer colorretal é o terceiro mais incidente no Brasil; conheça sintomas e prevenção

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que o câncer de cólon e reto é o terceiro tipo mais comum no país. Segundo a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, são esperados 53.810 novos casos por ano, com 26.270 entre homens e 27.540 entre mulheres. A taxa de incidência estimada é de 25,11 casos para cada 100 mil habitantes, posicionando a doença como uma das principais preocupações de saúde pública relacionadas ao câncer.

Entre os homens, os tumores de cólon e reto representam 10,3% dos casos, enquanto entre as mulheres correspondem a 10,5%, consolidando a doença como um dos tipos mais diagnosticados no país.

Casos recentes envolvendo pessoas públicas reforçam a importância da conscientização. No Piauí, o policial militar Erisvaldo de Sousa, de 34 anos, morreu na última sexta-feira (6) após enfrentar um câncer no intestino diagnosticado há pouco mais de cinco meses. Cabo da Polícia Militar e lotado no município de Altos, ele havia sido diagnosticado com neoplasia maligna de cólon. O policial deixou esposa e uma filha de três meses.

Em fevereiro, o ator norte-americano James Van Der Beek, aos 48 anos, tmorreu em decorrencia do câncer colorretal. O artista ficou conhecido mundialmente ao interpretar Dawson Leary na série adolescente Dawson’s Creek, exibida entre 1998 e 2003. A cantora Preta Gil, filha do músico Gilberto Gil, morreu em 2025, aos 50 anos, após diagnóstico em 2023

Fatores de risco

A coloproctologista Conceição Aquino explica que a campanha tem como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre a doença e incentivar a realização de exames preventivos. Segundo ela, muitas pessoas só procuram atendimento médico quando já apresentam sintomas.

A médica ressalta que a estratégia da campanha é reforçar a importância do diagnóstico precoce por meio de exames de rastreamento. Segundo ela, o objetivo é identificar alterações antes que a doença avance.

“A campanha é exatamente para conscientizar a população que o momento certo de fazer o exame é quando você não está sentindo nada. É entender que mesmo sem estar sentindo nada, você precisa passar por um rastreio, por exames, para exatamente prevenir. A palavra é prevenir”, explica.

A especialista também chama atenção para a incidência da doença no país e a posição do câncer colorretal entre os tipos mais frequentes. Ela destaca que o tumor tem alta ocorrência tanto entre homens quanto entre mulheres. “Hoje o câncer de intestino nas mulheres só perde para o câncer de mama. Ele já passou o câncer do colo do útero. Nos homens, ele só perde para o câncer de próstata”, afirma.

Sinais e sintomas do câncer colorretal

O câncer colorretal pode não apresentar sintomas em suas fases iniciais, por isso o rastreamento é essencial mesmo na ausência de sinais. Entre os sintomas que podem surgir estão:

  • Alterações no hábito intestinal
  • Presença de sangue nas fezes
  • Dor abdominal
  • Perda de peso inexplicável
  • Anemia

Esses sinais podem estar relacionados a outras condições, reforçando a necessidade de avaliação médica especializada.

Prevenção e exames de rastreamento

A médica Conceição Aquino explica que a recomendação atual é que homens e mulheres iniciem o rastreamento da doença a partir dos 45 anos. Os exames permitem identificar alterações no intestino ainda em fases iniciais.

Segundo ela, dois exames são utilizados com maior frequência no rastreamento da doença. Um deles é o teste de sangue oculto nas fezes, que pode indicar sangramentos microscópicos no intestino.

“O importante é, a partir dos 45 anos, fazer algum exame de rastreio. Temos dois exames principais: o sangue oculto nas fezes, que identifica sangramentos microscópicos, e a colonoscopia, considerada o padrão ouro, porque permite identificar e retirar pólipos antes que evoluam para câncer”, reforça.

A especialista orienta que pessoas com histórico familiar da doença ou com problemas intestinais devem procurar avaliação médica antes mesmo da idade recomendada para o rastreamento. “Se você tem 45 anos ou mais, procure um médico para decidir qual será a melhor forma de fazer o rastreio. Quem tem fatores de risco ou histórico familiar deve procurar avaliação antes dessa idade”, conclui.


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Com supervisão de Ithyara Borges