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Espécie vulnerável, gato-mourisco é resgatado em rodovia do Piauí

Fêmea jovem foi encontrada na região de Castelo do Piauí, no Norte do estado, e está em recuperação em Teresina após possível atropelamento.

25/02/2026 às 16h05

25/02/2026 às 16h05

Uma fêmea jovem de gato-mourisco foi resgatada nas proximidades de uma rodovia estadual em Castelo do Piauí, cidade localizada na região Norte do estado, após ser encontrada em situação delicada, possivelmente vítima de atropelamento.

O animal foi encaminhado para receber o devido tratamento em Teresina e segue em processo de reabilitação.

Inicialmente, a felina foi acolhida por uma Organização Não Governamental (ONG) do município, chamada “Abrace essa Causa”, que acionou a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Batalhão de Polícia Ambiental.

Espécie vulnerável, gato-mourisco é resgatado em rodovia do Piauí - (Reprodução/Semarh) Reprodução/Semarh
Espécie vulnerável, gato-mourisco é resgatado em rodovia do Piauí

Após atendimento emergencial, o animal foi transferido para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado em Teresina, onde permanece sob cuidados veterinários especializados.

De acordo com a gerente de Fauna e Proteção Animal da Semarh, Danielle Melo, o quadro clínico inspira cautela, mas apresenta evolução. “Apesar da gravidade inicial, ela responde bem ao tratamento e segue em recuperação”, afirmou.

O gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi ou gato-vermelho, é o felino da espécie Herpailurus yagouaroundi, que possui ampla distribuição no Brasil. O animal habita em diferentes biomas, como florestas, áreas de Cerrado, Caatinga, manguezais e restingas.

Embora conste como pouco preocupante na lista global da União Internacional para a Conservação da Natureza, a espécie é classificada como vulnerável na Lista Vermelha da Instituto Chico mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio), principalmente em razão da perda de habitat e do risco de atropelamento em rodovias que cortam áreas naturais.

De acordo com a Semarh, o Cetas abriga atualmente mais de 150 animais silvestres em tratamento, à espera de recuperação para possível retorno ao ambiente natural. Apenas neste ano, 58 animais deram entrada na unidade, vítimas de maus-tratos ou tráfico.

Danielle Melo destaca a importância da participação da população na proteção da fauna. “Cada resgate representa uma chance de preservar nossa biodiversidade. O apoio da população é fundamental, tanto para acionar os órgãos competentes quanto para evitar práticas que coloquem esses animais em risco”, declara.


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Com edição de Nathalia Amaral.