O Dia Mundial do Rim é celebrado nesta quinta-feira (12), com mobilizações em diversas cidades brasileiras para alertar sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais. A campanha reúne profissionais de saúde, entidades médicas e instituições de ensino em atividades educativas e ações de conscientização voltadas à população.
O alerta ganha relevância diante do crescimento da doença renal crônica. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) indicam que mais de 170 mil brasileiros realizam atualmente tratamento de diálise, enquanto cerca de 50 mil novos pacientes iniciam terapia renal substitutiva todos os anos.
Especialistas apontam que grande parte dos casos poderia ser identificada mais cedo, o que permitiria controlar a progressão da doença e evitar complicações mais graves.
Segundo estimativas internacionais do estudo Global Burden of Disease, a doença renal crônica pode se tornar a quinta principal causa de morte no mundo até 2040. Um dos principais desafios é o diagnóstico tardio. Estima-se que até 90% das pessoas nos estágios iniciais da doença não saibam que têm comprometimento da função renal.
No Piauí, a campanha inclui atividades educativas, palestras e exames de orientação em diferentes municípios. Em Teresina, por exemplo, estão previstas ações com aferição de pressão, orientação médica e exames voltados à avaliação da função renal em locais públicos e instituições de saúde. Eventos semelhantes também ocorrem em cidades como Parnaíba, Picos, Floriano, Campo Maior, Piripiri e Bom Jesus.
O nefrologista Ginivaldo Victor, presidente da regional Piauí da Sociedade Brasileira de Nefrologia, explica que a doença renal costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais. “A doença renal crônica é silenciosa e muitas vezes só apresenta sinais quando já está avançada. Por isso, exames simples de sangue e urina são fundamentais para identificar alterações precocemente”, afirma.
Entre os sinais que podem aparecer quando o problema já está mais avançado estão inchaço no corpo, alteração na quantidade de urina, urina escura ou com espuma e cansaço frequente. O médico ressalta que, quando a doença evolui para falência renal, pode ser necessário recorrer à hemodiálise ou ao transplante de rim.
Além do acompanhamento médico, especialistas destacam que hábitos de vida saudáveis são importantes para preservar a função renal. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle da pressão arterial e da glicose e uso adequado de medicamentos ajudam a reduzir os riscos.
Outro ponto de atenção recente envolve dietas com alto consumo de proteína, comuns entre pessoas que praticam atividade física. Embora a proteína seja importante para o organismo, o consumo exagerado pode representar riscos para quem já possui algum grau de comprometimento renal.
O tema da campanha deste ano é “Cuidar de pessoas e proteger o planeta”, que busca reforçar a importância de políticas de saúde que garantam acesso ao diagnóstico e ao tratamento das doenças renais. A mobilização ocorre em mais de 1.200 localidades em todo o país, envolvendo profissionais de saúde, estudantes e voluntários.
Especialistas destacam que o principal caminho para reduzir o impacto da doença renal crônica é a informação. Identificar fatores de risco e realizar exames periódicos são medidas consideradas essenciais para evitar o agravamento da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Exame de creatinina ajuda a identificar problemas nos rins
A dosagem da creatinina no sangue é um dos principais exames utilizados para avaliar a função dos rins. A substância é produzida pelo metabolismo muscular e eliminada pelo organismo por meio da urina. Quando os rins não funcionam adequadamente, os níveis de creatinina tendem a se elevar no sangue.
A análise da creatinina permite estimar a taxa de filtração glomerular, indicador que mostra a capacidade de funcionamento dos rins. O exame é simples, realizado por meio de coleta de sangue e geralmente faz parte dos exames de rotina.
Níveis normais de creatinina nem sempre significam que os rins estão totalmente saudáveis. A interpretação dos resultados precisa considerar fatores como idade, massa muscular, alimentação e presença de doenças associadas.
Por isso, a avaliação médica é fundamental para interpretar corretamente o resultado do exame e indicar, quando necessário, outros testes complementares para confirmar o diagnóstico.
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