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Após reajuste salarial, motoristas e cobradores pedem renovação da frota de ônibus de Teresina

Presidente do Sintetro afirmou em entrevista que reajuste de 5,35% não faz frente a todas as necessidades financeiras dos trabalhadores, mas que profissionais permanecerão buscando melhorias para a categoria.

25/05/2026 às 10h18

25/05/2026 às 10h18

Mesmo após o acordo que suspendeu a greve dos motoristas e cobradores do transporte público de Teresina, a categoria afirma que continuará cobrando melhorias nas condições de trabalho e, especialmente, dos ônibus que circulam na capital. Nesta segunda (25), em entrevista ao programa Comando Geral, da FM O Dia, o presidente do Sindicato dos trabalhadores em empresas de transportes rodoviarios do Piauí (Sintetro), Antônio Cardoso, afirmou que a frota atual está sucateada e necessita de renovação urgente.

Antonio Cardoso, presidente do Sintetro. - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
Antonio Cardoso, presidente do Sintetro.

O dirigente sindical também chamou atenção para as condições da frota de ônibus que circula em Teresina, classificando os veículos como sucateados e cobrando investimentos imediatos na renovação dos coletivos.

"A categoria hoje está muito doente. Os carros estão sucateados, não houve renovação da frota. Tem carros aí que os bancos e outras estruturas do veículo estão escorados em pau, ferros, amarrados. Isso porque os carros não são renovados. A gente quer a renovação da frota de imediato, porque a nossa frota é uma das mais velhas dentre os estados da federação", afirmou Antônio Cardoso.

Categoria reclama da estrutura da frota de ônibus. - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Categoria reclama da estrutura da frota de ônibus.

Reajuste de 5,35% não é suficiente para os trabalhadores, diz presidente

Antônio Cardoso explica que os empresários haviam oferecido inicialmente um reajuste de 4,11%, percentual considerado insuficiente pela categoria. Após as tratativas, foi apresentada uma nova proposta de 5,35%, aceita pelos trabalhadores presentes. Apesar do entendimento entre as partes, representantes da categoria demonstraram insatisfação com o aumento acertado.

Segundo o presidente do Sintetro, o percentual conquistado ficou abaixo do esperado pelos profissionais. "A gente é muito claro com a categoria. Foi com esse risco que a gente aprovou essa proposta, mas não era essa a proposta para a categoria. A gente está um pouco chateado, mas dentro do que poderia ser, no momento foi o que deu para se fazer".

 - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA

Além do aumento nos salários, o acordo prevê reajuste no tícket-alimentação, que passará de R$ 650 para R$ 800, e no auxílio-saúde, reajustado de R$ 125 para R$ 150. Uma nova reunião está prevista para a tarde desta segunda (25), quando representantes da categoria, empresários e demais envolvidos devem formalizar o acordo perante a Justiça do Trabalho e encerrar oficialmente as discussões sobre a paralisação no sistema de transporte coletivo da capital.


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