O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews no início da tarde desta segunda-feira (13).
Informações preliminares indicam que o ex-deputado foi preso em Orlando, por questões migratórias. "A prisão [de Ramagem] é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, estava em situação migratória irregular", afirmou Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF à emissora.
Filiado ao PL do Rio de Janeiro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão no processo que apurou a tentativa de ruptura institucional investigada pelo Supremo. À época dos fatos, ele havia exercido o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, posição que o colocou no centro das investigações sobre a chamada trama golpista.
Em setembro do ano passado, Ramagem deixou o Brasil antes do início do cumprimento da pena. Segundo informações reunidas pela Polícia Federal durante as investigações, ele saiu do país pela fronteira com a Guiana e, em seguida, embarcou para os Estados Unidos utilizando um passaporte diplomático, que não havia sido apreendido. A saída ocorreu apesar de decisão do STF que o proibia de deixar o território nacional.
Desde então, Ramagem reside em Miami. A permanência no exterior levou o Supremo a determinar a adoção de medidas para viabilizar sua responsabilização penal, entre elas o pedido formal de extradição, agora confirmado pelo Ministério da Justiça.
No fim de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato do ex-parlamentar. A medida teve como base a condenação criminal com trânsito em julgado, situação em que a Constituição prevê a perda automática do mandato, cabendo à Casa Legislativa apenas formalizar a decisão.
Em 19 de dezembro do ano passado, a Câmara dos Deputados cancelou os passaportes de Ramagem e Eduardo Bolsonaro após a perda de seus mandatos. A decisão foi tomada por meio de ofícios enviados pela Segunda Secretaria da Câmara, setor encarregado pela expedição de documentos oficiais de viagens.
Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição do ex-deputado federal. A comunicação foi feita em resposta a solicitação do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação do ex-parlamentar.
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