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Oscars 2027 exigirão atuação humana e vetam roteiros escritos por IA

Novas regras da Academia determinam que apenas performances humanas poderão concorrer e ampliam critérios para filmes internacionais e indicações de atores.

02/05/2026 às 09h33

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou novas regras para o Oscar que entram em vigor na edição de 2027, determinando que apenas atores humanos poderão concorrer às categorias de atuação e que roteiros precisam ser integralmente escritos por pessoas.

As mudanças foram divulgadas na última sexta-feira (01) e também alteram critérios para a categoria de filme internacional e permitem múltiplas indicações de um mesmo ator na mesma categoria.

Oscars 2027 exigirão atuação humana e vetam roteiros escritos por IA - (Reprodução/X) Reprodução/X
Oscars 2027 exigirão atuação humana e vetam roteiros escritos por IA

Pelas novas diretrizes, performances elegíveis devem ser “comprovadamente realizadas por humanos com seu consentimento”, o que exclui personagens criados integralmente por inteligência artificial. A medida surge em meio ao avanço do uso de tecnologias generativas no cinema e a debates recentes sobre seus limites éticos e criativos.

A decisão impacta diretamente casos recentes, como o surgimento de artistas virtuais e a recriação digital de atores falecidos. Um exemplo citado no debate é o uso de imagens de arquivo para recriar versões mais jovens de intérpretes, prática que agora pode depender da forma como o crédito artístico é atribuído e do grau de participação humana na performance final.

No caso dos roteiros, a regra é mais restritiva. Para concorrer, o texto deverá ser totalmente produzido por autores humanos. A Academia informou que o uso de ferramentas de inteligência artificial não será proibido, mas não poderá substituir a autoria criativa. Também foi destacado que os organizadores poderão solicitar informações adicionais para verificar a origem do material submetido.

Outra mudança significativa atinge a categoria de filme internacional. A partir de agora, produções poderão se qualificar não apenas por indicação oficial de seus países, mas também por premiações em festivais relevantes, como Cannes, Berlim, Veneza, Toronto e outros. A alteração busca ampliar o acesso de obras independentes ou de países com restrições políticas.

Além disso, o modelo de reconhecimento foi ajustado. O filme passa a ser considerado o indicado, e não mais o país. O diretor terá seu nome registrado na estatueta, acompanhado do país de origem, quando aplicável.

A Academia também atualizou as regras de atuação, permitindo que um mesmo artista seja indicado mais de uma vez na mesma categoria por trabalhos diferentes. A prática já era comum em outras áreas da premiação e agora se estende às categorias de interpretação.

As mudanças refletem adaptações da indústria diante de transformações tecnológicas e pressões por maior diversidade e representatividade no cinema global.


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Com edição de Ithyara Borges.