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O que significa WAGs? Conheça as mulheres que roubam a cena na Copa 2026

Termo usado para definir esposas e namoradas de jogadores voltou a ser sucesso na internet durante o Mundial, movimentando redes sociais e mercado publicitário.

16/06/2026 às 10h39

Quem acompanha a Copa do Mundo 2026 provavelmente já se deparou com a sigla WAGs nas redes sociais, em transmissões esportivas ou em reportagens sobre os bastidores do torneio. O termo, que voltou a ganhar força durante o Mundial, é usado para se referir às esposas e namoradas de jogadores de futebol e tem colocado sob os holofotes influenciadoras, empresárias, modelos e celebridades ligadas aos principais atletas da competição.

A expressão é uma abreviação da frase em inglês “Wives and Girlfriends”, que significa literalmente “Esposas e Namoradas”. Embora pareça recente para parte do público, o termo surgiu há mais de duas décadas e se consolidou como um dos fenômenos mais curiosos da cultura esportiva contemporânea.

Bruna Biancardi e Karoline Lima - (Reprodução) Reprodução
Bruna Biancardi e Karoline Lima

O interesse pelas WAGs crescer significativamente durante a Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. Na época, a imprensa britânica passou a acompanhar de perto as companheiras dos jogadores da seleção inglesa, especialmente aquelas ligadas a grandes estrelas – como Victoria Beckham, considerada uma das primeiras WAGs, casada com David Beckham.

Rapidamente, essas mulheres se tornaram assunto frequente em jornais, revistas e programas de televisão, passando a fazer cada vez mais sucesso. Alguns apontam, inclusive, que a inclusão das figuras femininas no cenário de esportes majoritariamente masculinos (como o futebol) influenciou várias mulheres em todo o mundo a se interessarem mais pelo universo esportivo.

Vinte anos após primeiro ser veiculado, o fenômeno ganhou uma nova dimensão impulsionada pelas redes sociais. Especialmente na era das influencers digitais, hoje muitas dessas mulheres possuem carreiras próprias, milhões de seguidores e influência que ultrapassa o universo do futebol.

Moda, beleza, maternidade, viagens e empreendedorismo estão entre os temas mais compartilhados por elas. Nesta Copa do Mundo de 2026, alguns nomes aparecem entre os mais comentados do torneio. Entre eles está Georgina Rodríguez, companheira de Cristiano Ronaldo, que acumula mais de 70 milhões de seguidores no Instagram e se transformou em uma personalidade global, chegando a protagonizar uma série documental sobre sua vida.

Antonela Roccuzzo e Georgina Rodríguez - (Reprodução) Reprodução
Antonela Roccuzzo e Georgina Rodríguez

Outro nome frequentemente associado ao universo das WAGs é Antonela Roccuzzo, esposa de Lionel Messi. Ao longo dos últimos anos, ela consolidou uma presença própria nas redes sociais e em campanhas publicitárias, tornando-se uma das figuras mais conhecidas ligadas ao futebol internacional.

Entre as brasileiras, Bruna Biancardi aparece como um dos nomes de maior repercussão durante a Copa. Companheira de Neymar, ela reúne cerca de 15 milhões de seguidores e, segundo estimativas pode faturar aproximadamente R$ 779 mil por publicação patrocinada. Na última segunda-feira (15), a influencer anunciou estar grávida da terceira filha do casal, sendo o quinto filho do jogador.

Outras brasileiras também têm chamado atenção durante o Mundial. Gabriely Miranda, casada com Endrick, compartilha com seus seguidores momentos da vida pessoal e da rotina do casal. Duda Fournier, esposa de Lucas Paquetá, também ganhou visibilidade ao mostrar bastidores familiares durante a competição.

A empresária e influenciadora Karoline Lima, atual namorada do zagueiro Léo Pereira, figura entre os nomes mais comentados nas plataformas digitais. Com quase 6 milhões de seguidores, ela participa de coberturas relacionadas à Copa e mantém forte presença nas redes sociais.

Duda Fournier e Gabriely Miranda - (Reprodução) Reprodução
Duda Fournier e Gabriely Miranda

Mais do que acompanhar os jogos nas arquibancadas, essas mulheres movimentam audiências milionárias e atraem a atenção de grandes marcas. Em muitos casos, os números de seguidores e engajamento rivalizam com os dos próprios atletas.

Quando surgiu, a expressão WAG era frequentemente associada a estereótipos e reduzia essas mulheres ao relacionamento com jogadores. Atualmente, o cenário é diferente, com muitas delas construindo carreiras independentes como empresárias, influenciadoras, apresentadoras, artistas ou modelos.

A Copa do Mundo de 2026 ajudou a reforçar essa transformação. Enquanto os jogadores disputam partidas dentro de campo, as WAGs continuam atraindo atenção fora dele, seja pelos looks usados nos estádios, pelas publicações nas redes sociais ou pelos negócios que comandam.

Com milhões de seguidores e grande influência digital, elas deixaram de ser apenas personagens secundárias do universo esportivo e passaram a ocupar espaço próprio na cobertura de um dos maiores eventos do futebol mundial.

Com edição de Ithyara Borges