Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook x Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Filme gravado no Piauí segue na disputa para representar o Brasil no Oscar

A decisão sobre qual longa será escolhido pela Academia Brasileira de Cinema está prevista para o dia 16 de setembro

09/09/2026 às 18h20

Gravado em Guaribas, no interior do Piauí, o filme A Fabulosa Máquina do Tempo, dirigido por Eliza Capai, está entre as seis produções brasileiras que seguem na disputa para representar o país no Oscar 2027. A decisão sobre qual longa será escolhido pela Academia Brasileira de Cinema está prevista para o dia 16 de setembro.

Filme gravado no Piauí segue na disputa para representar o Brasil no Oscar - (Reprodução) Reprodução
Filme gravado no Piauí segue na disputa para representar o Brasil no Oscar

Além de A Fabulosa Máquina do Tempo, permanecem na disputa 100 Dias, de Carlos Saldanha; A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo; Feito Pipa, de Allan Deberton; Nosso Segredo, de Grace Passô; e Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

Os seis finalistas foram selecionados a partir de uma pré-lista com 15 filmes, divulgada pela Academia Brasileira de Cinema em agosto.

A escolha como representante brasileiro não garante ao filme uma indicação ao Oscar. Cada país seleciona uma produção para concorrer à disputa internacional. Depois, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood analisa os filmes indicados pelos países e define quais avançarão para a lista de produções que efetivamente concorrerão à premiação.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

A Fabulosa Máquina do Tempo

No sertão do Piauí, A Fabulosa Máquina do Tempo acompanha um grupo de meninas que vive a transição entre a infância e a adolescência em meio a cultos evangélicos, redes sociais e sonhos para o futuro. Dirigido por Eliza Capai, o filme foi gravado em Guaribas, onde a cineasta retorna a um território que já havia pesquisado.

A produção coloca as meninas no centro da narrativa e acompanha, por meio de conversas, brincadeiras e momentos do cotidiano, as relações com suas mães e avós, marcadas por dificuldades como pobreza e desigualdade. Ao mesmo tempo, elas imaginam um futuro diferente e refletem sobre o que significa se tornar mulher naquele contexto.

A partir da criação de uma máquina do tempo, as personagens revisitam histórias de suas famílias e projetam novas possibilidades para suas próprias vidas. A fabulação se mistura à realidade e aborda temas como diferenças de gênero, casamento, desigualdade e os desafios da passagem para a adolescência.

Rodado no sertão piauiense, o documentário também revela o universo lúdico das meninas e como elas percebem o lugar onde vivem e as relações ao seu redor.

Com supervisão de Nathalia Amaral