O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), com algumas mudanças em relação à primeira edição, realizada em 2024. A principal alteração será a substituição do preenchimento manual das bolinhas no cartão-resposta por um código de barras. O novo sistema visa garantir a identificação automática do candidato, evitando erros de transcrição que ocorreram anteriormente, quando alguns candidatos relataram falhas na marcação do tipo de gabarito.

De acordo com a ministra Esther Dweck, a introdução do código de barras ajudará a vincular cada prova ao candidato de maneira mais eficiente, sem riscos de confusão. "Queremos que os candidatos se preocupem apenas com o conteúdo da prova, não com formalidades burocráticas", afirmou a ministra. A implementação dessa tecnologia também garante o anonimato do candidato durante a correção das provas, promovendo mais imparcialidade no processo seletivo.
Além disso, o governo federal irá adotar um edital único para todos os blocos temáticos do concurso. Na primeira edição, os editais foram divididos em oito documentos separados, de acordo com a área de atuação de cada um dos 21 órgãos públicos participantes. Agora, com o edital unificado, espera-se simplificar o processo e oferecer mais clareza para os candidatos.
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Outra mudança importante será a inclusão de duas novas carreiras: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico, ambas de nível superior e com caráter transversal, ou seja, podem ser exercidas em diferentes órgãos da administração pública federal.
As provas da segunda edição do CPNU devem ocorrer no segundo semestre de 2025, com o lançamento do termo de referência para a escolha da banca examinadora previsto para abril deste ano. A expectativa é que a aplicação das provas aconteça em agosto, aproveitando o período com menos chuvas no Brasil, o que pode minimizar os impactos das enchentes em regiões como o Rio Grande do Sul. No entanto, a ministra já confirmou que não haverá uma edição do concurso em 2026, devido ao ano eleitoral.
A primeira edição do CPNU foi marcada por desafios logísticos e a demora na divulgação dos resultados, que demoraram 194 dias para serem liberados. O MGI espera que a introdução das novas tecnologias e ajustes na organização do concurso agilizem o processo.
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