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Quais estados serão atingidos pelo ciclone bomba? Veja áreas em alerta

A formação do sistema está prevista para esta quinta-feira (6) e deve provocar mudanças no tempo ao longo dos próximos dias. O Inmet emitiu alertas para diferentes regiões e monitora a evolução do cenário.

06/08/2026 às 09h17

Nos próximos dias, a previsão do tempo deve mudar em diferentes regiões do Brasil com a formação de um ciclone bomba entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. O sistema começa a se organizar nesta quinta-feira (6) e deve atingir sua maior intensidade no sábado (8), levando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir alertas para áreas com risco de temporais, granizo e ventos fortes. 

Quais estados serão atingidos pelo ciclone bomba? Veja áreas em alerta - (Reprodução/Magnific) Reprodução/Magnific
Quais estados serão atingidos pelo ciclone bomba? Veja áreas em alerta

Os alertas emitidos pelo Inmet têm diferentes níveis de severidade e abrangem principalmente estados do Sul do país. A expectativa é de que a atuação do ciclone também favoreça o avanço de frentes frias, ampliando os efeitos para outras áreas nos próximos dias.

De acordo com o instituto, o alerta de perigo foi emitido para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, há risco de impactos mais significativos provocados pelos temporais e pelos ventos.

O aviso de perigo potencial abrange outras áreas da Região Sul, parte de Mato Grosso do Sul e a faixa de divisa entre São Paulo e Paraná. O Inmet informa que o sistema começa a se formar a partir das 9h desta quinta-feira (6), entre o Uruguai e o litoral gaúcho, com intensificação prevista até o sábado (8).

Entre quinta-feira (6) e sábado (8), a previsão é de temporais acompanhados por descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Nessas áreas, os ventos podem superar os 60 km/h.

Embora o centro do ciclone permaneça sobre o oceano, a circulação atmosférica associada ao sistema deve favorecer o avanço de frentes frias em direção ao Sudeste. Na sexta-feira (7), o maior risco de ventos fortes está previsto para o litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde as rajadas podem variar entre 90 km/h e 110 km/h.

O que é o ciclone bomba?

O ciclone bomba é um fenômeno meteorológico conhecido tecnicamente como ciclogênese explosiva, processo em que um sistema de baixa pressão se intensifica rapidamente em um curto intervalo de tempo. O nome faz referência à velocidade com que ocorre essa intensificação, e não a explosões.

Para que um sistema receba essa classificação, sua pressão central precisa diminuir pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. Esse processo costuma ocorrer em regiões de alta latitude, onde massas de ar frio encontram massas de ar mais quente, favorecendo a rápida queda da pressão atmosférica.

Segundo as previsões meteorológicas, a pressão central do ciclone deve cair de 967 hPa na sexta-feira (7) para cerca de 941 hPa no sábado (8), característica que confirma o processo de bombogênese. Após a passagem do sistema e da frente fria, uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas no Sul a partir de domingo (9), avançando posteriormente para áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.

O ciclone bomba pode afetar o Piauí?

O Piauí não está entre os estados incluídos nos alertas emitidos pelo Inmet para a atuação do ciclone bomba. Os avisos relacionados ao fenômeno concentram-se na Região Sul, além de áreas do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais devido ao avanço das frentes frias associadas ao sistema.

No estado, o alerta vigente é de baixa umidade do ar, com grau de severidade classificado como perigo potencial. O aviso começa às 10h30 desta quinta-feira (6) e segue válido até as 22h do mesmo dia.

Segundo o Inmet, a umidade relativa do ar deve variar entre 20% e 30%, aumentando o risco de incêndios florestais e de problemas relacionados à saúde. O instituto orienta a população a ingerir bastante líquido, evitar atividades físicas nos horários mais quentes e reduzir a exposição ao sol durante os períodos de menor umidade. Em caso de necessidade, a recomendação é buscar informações junto à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros.