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Morre paciente que recebeu transplante de órgão com HIV em 2024

A vítima tinha 64 anos e causa da morte está em investigação

01/04/2026 às 17h40

Uma das seis pessoas que receberam órgãos infectados pelo vírus HIV em transplantes realizados em outubro de 2024 morreu no último dia 18. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).

Morre paciente que recebeu transplante de órgão com HIV em 2024 - (© Fernando Frazão/Agência Brasil) © Fernando Frazão/Agência Brasil
Morre paciente que recebeu transplante de órgão com HIV em 2024

A vítima era uma mulher de 64 anos, que estava em acompanhamento médico desde a confirmação da infecção. A causa da morte ainda está sendo investigada.

Em nota, a SES-RJ lamentou o óbito e informou que a paciente recebeu assistência contínua desde o diagnóstico. Segundo a secretaria, ela estava internada em uma unidade especializada e era monitorada diariamente por uma equipe multidisciplinar.

“Há um ano e cinco meses, ela vinha recebendo total assistência. Em julho do ano passado, a paciente foi indenizada pelo Governo do Estado”, destacou o órgão, que também afirmou que continuará oferecendo suporte psicológico aos familiares.

O caso teve início em outubro de 2024, quando autoridades de saúde confirmaram que seis pacientes transplantados no estado do Rio de Janeiro foram infectados pelo HIV após receberem órgãos de doadores contaminados. De acordo com a SES-RJ e o Ministério da Saúde, dois doadores testaram positivo para o vírus, o que levou à infecção dos receptores. O episódio foi classificado como “sem precedentes e inadmissível”.

Laudo fraudulento

O episódio desencadeou uma série de investigações conduzidas por órgãos como o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

As apurações apontam que o laboratório PCS Saleme, contratado pelo governo estadual em dezembro de 2023, por meio da Fundação Saúde, para a realização de exames de sorologia, teria emitido laudos fraudulentos. Os documentos não indicaram a presença do HIV em órgãos de dois doadores.

Após a repercussão do caso, o laboratório foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual, e o contrato com o governo do estado foi rescindido. O escândalo também resultou na renúncia da direção da Fundação Saúde.


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Com informações da Agência Brasil