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MDB decide não lançar candidato à Presidência e libera diretórios estaduais para formar alianças

Segundo a sigla, a prioridade será a eleição de governadores, senadores, deputados federais e estaduais

27/07/2026 às 16h40

27/07/2026 às 16h40

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu, nesta segunda-feira (27), não lançar candidato à Presidência da República nem firmar coligações nacionais para as eleições deste ano. A decisão foi tomada durante a convenção nacional da legenda.

MDB decide não lançar candidato à Presidência e libera diretórios estaduais para formar alianças - (Divulgação/MDB) Divulgação/MDB
MDB decide não lançar candidato à Presidência e libera diretórios estaduais para formar alianças

Em nota oficial, o partido liberou seus diretórios estaduais para formar alianças no âmbito local. Segundo a sigla, a prioridade será a eleição de governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

"A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo", disse o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. "Tenho absoluta convicção que vamos ter muito sucesso na Câmara Federal e, da mesma forma, vamos ter muito sucesso no Senado da República", conclui Baleia, que é candidato à reeleição para deputado federal por São Paulo.

A convenção do MDB foi realizada de forma virtual. Assim como ocorreu em 2022, não houve reunião presencial dos principais nomes da legenda.

A decisão aproxima o MDB da estratégia adotada por União Brasil e PP, que já haviam sinalizado neutralidade na disputa pela Presidência da República. O Republicanos, por sua vez, ainda mantém conversas com a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sobre um eventual apoio, mas a tendência é que a legenda também permaneça sem alinhamento nacional no primeiro turno.

A postura reforça a estratégia de parte dos partidos do chamado Centrão de concentrar esforços nas disputas pelos governos estaduais e, principalmente, na ampliação de suas bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. Com maior representação no Congresso Nacional, essas siglas fortalecem seu poder de articulação e ampliam a capacidade de negociação, independentemente de quem vença a eleição presidencial.

Com isso, a expectativa é de que o bloco preserve margem para negociar apoio em um eventual segundo turno.

Com supervisão de Nathalia Amaral