O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone na manhã desta segunda-feira (26). Em um diálogo que durou cerca de 50 minutos, os líderes abordaram temas da relação bilateral e da agenda global.
A ligação, iniciada às 11 horas, segundo nota oficial do Planalto, tratou de indicadores econômicos dos dois países, com Trump destacando que o crescimento econômico tanto do EUA, quanto do Brasil, é “positivo para a região como um todo”.
Os dois líderes também saudaram o que descreveram como um bom relacionamento construído nos últimos meses, incluindo o levantamento de parte das tarifas aplicadas a produtos brasileiros pelos Estados Unidos.
Lula reforçou ao colega norte-americano uma proposta de cooperação mais ampla no combate ao crime organizado, incluindo questões como lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados sobre transações financeiras. Segundo a declaração oficial, Trump recebeu bem a iniciativa, embora não tenha sido detalhada se houve compromissos concretos imediatos sobre esses pontos.
Em outro trecho da conversa, o presidente brasileiro mencionou o convite formulado anteriormente ao Brasil para integrar um conselho internacional voltado à Paz, proposto pelos Estados Unidos, sugerindo que o órgão limite seu foco à situação em Gaza e preveja assento para a Palestina. Lula também reiterou a importância de uma reforma mais ampla das Nações Unidas, com a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança.
O diálogo inclui, ainda, impressões sobre a situação na Venezuela, com Lula enfatizando “a importância de preservar a paz e a estabilidade da região” e trabalhar pelo bem-estar da população venezuelana, de acordo com o comunicado oficial divulgado após a conversa.
Ao final do telefona, os dois presidentes acordaram que Lula fará uma visita a Washington ainda este ano, após suas viagens programações à Índia e à Coreia do Sul no mês de fevereiro, em data que deve ser definida em breve.
Analistas veem o telefonema como um passo pragmático na relação entre Brasília e Washington em meio a uma fase em que as tensões comerciais, especialmente ligadas às tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros, ainda figuram na agenda. Ao mesmo tempo, o encontro por telefone destaca o interesse de ambos os governos em manter canais de comunicação abertos sobre temas que vão desde economia até segurança e iniciativas multilaterais.
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