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Inflação desacelera em julho, mas conta de luz pesa no bolso, aponta IBGE

Índice inflacionário ficou em 0,07% no mês, enquanto energia elétrica teve aumento de mais de 3%; alimentos tiveram queda e ajudaram a conter inflação.

11/08/2026 às 09h43

A inflação oficial do Brasil desacelerou em julho de 2026, mas a conta de luz continuou pressionando o orçamento das famílias. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,07%, abaixo dos 0,16% registrados em junho.

Com o resultado, o IPCA acumula alta de 3,44% nos sete primeiros meses de 2026. Considerando os últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, também abaixo dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior. Em julho de 2025, o índice havia avançado 0,26%.

Inflação desacelera em julho, mas conta de luz pesa no bolso, aponta IBGE - (Reprodução/Magnific) Reprodução/Magnific
Inflação desacelera em julho, mas conta de luz pesa no bolso, aponta IBGE

Impacto da conta de luz

O grupo Habitação apresentou a maior alta entre os grupos pesquisados, com avanço de 0,99% e impacto de 0,15 ponto percentual no total do mês. O principal destaque foi para a energia elétrica residencial, que passou de uma alta de 1,53% em junho para 3,09% em julho.

O item exerceu impacto individual de 0,13 ponto percentual sobre o IPCA. O resultado incorporou reajustes nas tarifas de energia de diferentes concessionárias. Também permanece em vigor a bandeira amarela na tarifa, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100kWh consumidos. Já a taxa de água e esgoto subiu 0,4%, enquanto o gás encanado teve queda de 0,04%.

Na direção contrária, o grupo Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,67% em julho e ajudou a segurar o avanço da inflação. A alimentação no domicílio recuou 1,14%, com algumas das principais reduções concentradas em produtos bastante presentes no consumo das famílias. Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,55%, acelerando em relação à alta de 0,15% registrada em junho.

O grupo Transportes registrou alta de 0,05% em julho. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento de 11,67% nas passagens aéreas.

Por outro lado, os combustíveis ficaram mais baratos no período. O etanol caiu 2,26%, a gasolina recuou 1,37%, o óleo diesel teve redução de 1,22% e o gás veicular caiu 0,08%.

INPC também registra queda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para acompanhar a variação de preços para famílias de menor rendimento, apresentou queda de 0,01% em julho. Em junho, o indicador havia registrado alta de 0,14%.

No acumulado de 2026, o INPC registra alta de 3,50%. Nos últimos 12 meses, a variação é de 4,10%, abaixo dos 4,33% observados no período anterior.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,74% em julho, enquanto os não alimentícios subiram 0,23%. Entre as regiões pesquisadas, São Paulo registrou a maior alta do INPC, de 0,28%, enquanto Belém teve a menor variação, com recuo de 0,49%.

O IPCA é calculado pelo IBGE para famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos e considera diferentes regiões metropolitanas e municípios brasileiros. Para julho, foram comparados os preços coletados entre 1º e 30 de julho com os valores vigentes entre 30 de maio e 30 de junho.