O Instituto Nacional do Câncer (INCA) lançou, nesta quarta-feira (04), no Dia Mundial do Câncer, a publicação ‘Estimativa 2026–2028: incidência de câncer no Brasil’, que revelou o surgimento de 781 mil novos casos de câncer por ano no país (excluídos os novos casos de pele não melanoma). Ao todo, serão 518 mil novos casos, sendo 256 mil novos casos em homens e 262 mil em mulheres.
Foram apontados 21 tipos de câncer. Segundo o Inca, o câncer tem se consolidado como uma das principais causas de morbimortalidade no país, aproximando-se das doenças cardiovasculares como a principal causa de morte.
Conforme a publicação, a estimativa do número de casos novos para as mulheres, em 2026, é de 78.610 casos de câncer de mama, o que representa 30% dos casos de câncer femininos; seguido do cólon e reto (27.540), colo do útero (19.310), traqueia, brônquio e pulmão (16.650) e glândula tireoide (12.310).
Já nos homens, o principal tipo de câncer é o de próstata, com 77.920 casos, 30% dos casos de câncer masculinos; seguido do cólon e reto (26.270), traqueia, brônquio e pulmão (18.730), estômago (13.830) e cavidade oral (12.260).
Com relação às taxas brutas de incidência, ou seja, o risco de adoecer por câncer em uma determinada população, o levantamento apontou que há 71,57% de chances das mulheres desenvolverem câncer de mama. Quando essas taxas são agrupadas por regiões geográficas, para os principais tipos de câncer em mulheres, a região Sul apresenta a maior incidência (77,91), seguida das regiões Sudeste (88,29), Centro-Sul (61,32), Nordeste (58,02) e Norte (31,28).
No sexo masculino, as taxas brutas apontam que há 74,62% de chances de homens terem câncer de próstata, sendo a região Sudeste (94,90) com maior incidência de casos, seguida do Nordeste (70,49), do Centro-oeste (68,95), Sul (56,09) e Norte (29,94).
Na região Nordeste, o câncer de mama é o mais predominante entre as mulheres, seguido do colo de útero. Nos homens, predomina o câncer de próstata. No Piauí, os principais tipos de câncer feminino são: mama, colo do útero e tireoide; entre homens são: próstata, cólon e reto e pulmão.
A publicação é uma iniciativa da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), destacando os tipos de câncer mais frequentes, as diferenças regionais e os desafios para o Sistema Único de Saúde (SUS), através do Inca - Ministério da Saúde. Com esses dados, será possível elaborar políticas públicas e estratégias para a prevenção do câncer.
“Tivemos em 2025 o maior acesso à quimioterapia, 7 milhões de pessoas. Isso é 80% a mais do que foi tratado no começo da gestão do presidente Lula. Começamos com o câncer de mama porque é o que mais mata no nosso país. E o câncer de colo de útero está caindo, com a expansão da vacina do HPV, dos serviços de biópsias. Ou a gente age na prevenção, ou é impossível qualquer esforço de expansão do tratamento do câncer. Os dados reforçam a mobilização da sociedade brasileira na prevenção. Precisamos reduzir o consumo de produtos nocivos, como tabaco, álcool, produtos cancerígenos” disse Alexandre Padilha, Ministro de Estado da Saúde.
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