As buscas pelas crianças desaparecidas no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão, avançaram nesta quinta-feira (15) após a identificação de um local onde elas teriam permanecido. Cães farejadores indicaram que os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, estiveram em uma casa abandonada na zona rural do município.
LEIA TAMBÉM
A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, no 12º dia de buscas. Segundo ele, as crianças passaram ao menos uma noite em uma cabana improvisada na mata, conhecida por moradores da região como “casa caída”, estrutura simples feita de barro, troncos de madeira e coberta por palha.
A casa abandonada apontada pelos cães farejadores fica no povoado São Raimundo, a cerca de 3,5 quilômetros em linha reta da comunidade quilombola onde as crianças desapareceram. O local está às margens do rio Mearim e pode servir como ponto de parada para pescadores. Dentro da estrutura, as equipes encontraram um colchão, botas e um banco.
A indicação do local ocorreu após o relato de Anderson Kauã, de 8 anos, encontrado no dia 7 de janeiro, quatro dias após o desaparecimento das crianças. O menino prestou depoimento à equipe multiprofissional do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, que acompanha o caso, e descreveu o trajeto feito com os primos pela mata.
Segundo o relato, o grupo chegou à casa abandonada e permaneceu no local durante a noite. Anderson afirmou que deixou os dois primos no abrigo enquanto saiu em busca de ajuda. A casa fica a cerca de 500 metros do ponto onde o menino foi localizado com vida.
O secretário de Segurança Pública explicou que o relato foi fundamental para o avanço das buscas. Ele afirmou que as informações prestadas pelo menino foram confirmadas durante as diligências no local. “Ali nós apostamos como ponto inicial de informações concretas por onde as três crianças teriam passado, ou melhor, teriam passado uma noite. Mostramos fotografias que foram confirmadas e reafirmadas várias vezes pelo Kauã”, disse o secretário.
Durante a varredura, os cães farejadores identificaram exclusivamente o cheiro das crianças no local, sem indícios da presença de outras pessoas. Segundo Maurício Martins, a atuação dos animais reforça a linha de investigação baseada no deslocamento das crianças pela mata.
O secretário detalhou que os cães conseguiram indicar inclusive os acessos utilizados pelas crianças na estrutura abandonada. “Os cães farejadores identificaram a presença das três crianças, inclusive como o Kauã descreveu, indicando quem entrou por qual lado da casa. Os três estiveram lá”, afirmou.
Nesta sexta-feira (16), as buscas entraram no 13º dia. Mais de 500 pessoas, entre agentes das forças de segurança e voluntários, atuam em uma área de aproximadamente 15 quilômetros quadrados entre o povoado Santa Rosa e a comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos.
Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.