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Conta de luz seguirá mais cara em agosto com manutenção da bandeira amarela

Segundo a Aneel, a decisão foi motivada pela continuidade do período seco no país, que reduz a geração de energia pelas hidrelétricas

01/08/2026 às 08h45

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, nesta sexta-feira (31), que a bandeira tarifária permanecerá amarela durante o mês de agosto. Com isso, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de luz.

Conta de luz seguirá mais cara em agosto com manutenção da bandeira amarela - (Marcello Casal Jr/Agência Brasil) Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Conta de luz seguirá mais cara em agosto com manutenção da bandeira amarela

Esta é a quarta vez consecutiva que a bandeira amarela é mantida. Segundo a Aneel, a decisão foi motivada pela continuidade do período seco no país, que reduz a geração de energia pelas hidrelétricas devido aos baixos níveis dos reservatórios e exige o acionamento de usinas termelétricas, cuja produção tem custo mais elevado.

De acordo com a agência, a sinalização reflete condições menos favoráveis para a geração de energia, tornando necessário o uso de fontes mais caras para garantir o abastecimento do sistema elétrico.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para indicar aos consumidores os custos variáveis da geração de energia elétrica. As cores sinalizam as condições de produção no país e os impactos na tarifa. Na bandeira verde, não há cobrança adicional. Já nas bandeiras amarela e vermelha, é aplicado um valor extra a cada 100 kWh consumidos.

As condições de operação do sistema elétrico são reavaliadas mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por definir a estratégia de geração de energia conforme a demanda e os custos previstos para o período.

Os valores cobrados são os seguintes:

• na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;

• na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;

• na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas, com a tarifa sofrendo acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

Com informações da Agência Brasil