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Com bandeira amarela, conta de luz seguirá mais cara em junho; entenda

Aneel manteve cobrança extra pelo segundo mês consecutivo devido à redução das chuvas e ao maior uso de usinas termelétricas.

30/05/2026 às 09h30

30/05/2026 às 09h30

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, na última sexta-feira (29) que a bandeira tarifária amarela será mantida nas contas de energia elétrica durante o mês de junho. Com a decisão, os consumidores continuarão pagando um valor adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a agência, a manutenção da cobrança extra está relacionada às condições climáticas observadas no país. A redução das chuvas em diversas regiões diminui a capacidade de geração das hidrelétricas e exige maior acionamento das usinas termelétricas, cuja produção tem custo mais elevado.

Com bandeira amarela, conta de luz seguirá mais cara em junho; entenda - (Divulgação) Divulgação
Com bandeira amarela, conta de luz seguirá mais cara em junho; entenda

Em nota, a Aneel afirmou que “as condições de geração tiveram uma piora devido à redução das chuvas em todo o país”. A agência também destacou que o cenário atual reflete o avanço do período seco, comum em parte do território brasileiro nesta época do ano.

A bandeira amarela já havia sido acionada em maio, encerrando uma sequência de quatro meses com bandeira verde. Entre janeiro e abril, os consumidores não tiveram cobrança adicional nas contas de luz porque as condições de geração eram consideradas favoráveis.

Entenda o sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras tarifárias indica mensalmente os custos de geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN). As cores funcionam como um sinal para os consumidores sobre o cenário de produção energética do país.

Quando a bandeira é verde, não há cobrança adicional. Já a bandeira amarela indica condições menos favoráveis de geração e acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Nos níveis mais elevados, a bandeira vermelha patamar 1 adiciona R$ 4,463 para cada 100 kWh, enquanto a bandeira vermelha patamar 2 representa um acréscimo de R$ 7,877 para o mesmo consumo.

Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia as condições dos reservatórios, a previsão climática e a demanda por energia para definir a estratégia de geração do sistema. A partir dessas projeções, são estabelecidas as bandeiras tarifárias aplicadas aos consumidores.

Além de representar um custo maior para as famílias e empresas, a mudança de bandeira também pode influenciar indicadores econômicos. Em maio, a adoção da bandeira amarela contribuiu para a alta do grupo de energia elétrica no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial do país.

Com a manutenção da bandeira amarela em junho, a cobrança adicional seguirá aplicada a consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional. A próxima revisão das condições de geração e da bandeira tarifária será realizada para definir a cobrança válida em julho.


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Com edição de Ithyara Borges