O número de mortos com as chuvas em Minas Gerais chegou a 32 nesta quarta-feira (25), após temporais provocarem enchentes e deslizamentos em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata. Além das vítimas fatais, 38 pessoas seguem desaparecidas e milhares de moradores foram afetados.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, as equipes permanecem mobilizadas nas áreas atingidas desde a noite de segunda-feira (23), quando o volume de chuva se intensificou. Ao todo, 134 militares atuam nas buscas e já resgataram 208 pessoas com vida.
Em Juiz de Fora, 25 mortes foram confirmadas até o momento. O município decretou estado de calamidade pública na madrugada de terça-feira (24), suspendeu as aulas na rede municipal e determinou a evacuação de 600 famílias em áreas consideradas de risco.
Segundo a prefeitura, cerca de 3 mil pessoas estão desabrigadas. Pontes e o mergulhão que ligam bairros ao Centro foram interditados após o transbordamento do Rio Paraibuna, que inundou vias e comprometeu o tráfego. Árvores caídas e deslizamentos também foram registrados em diferentes pontos da cidade.
No bairro Parque Burnier, pelo menos 12 casas desabaram, e há mais de dez pessoas desaparecidas. Já no Bairro Cerâmica, duas residências ruíram, deixando cinco integrantes de uma mesma família soterrados. As operações contam com apoio da Defesa Civil, Polícia Militar e equipes municipais.
A maior parte dos mortos com as chuvas foi registrada em áreas de encosta. Conforme o Corpo de Bombeiros, muitas residências atingidas estavam localizadas em terrenos inclinados, o que potencializou o impacto dos deslizamentos.
Em Ubá, sete mortes foram confirmadas, sendo uma por eletrocussão. O rio que corta a cidade transbordou na noite de segunda-feira (23), e a Avenida Beira Rio ficou completamente alagada.
Recorde histórico de chuva e alerta de nova frente fria
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia apontam que uma nova frente fria avança a partir desta quarta-feira (25), com potencial para provocar mais chuvas intensas inicialmente na Zona da Mata e nas regiões Sul e Sudoeste de Minas.
O instituto alertou que o solo já saturado aumenta o risco de novos alagamentos, enxurradas e deslizamentos. A orientação é que moradores de áreas de risco mantenham atenção redobrada e acompanhem os comunicados oficiais.
A prefeitura de Juiz de Fora informou que fevereiro de 2026 já é o mais chuvoso da história do município. Até a manhã de segunda-feira, o acumulado chegou a 460,4 milímetros, superando o recorde anterior, de 456 milímetros, registrado em 1988. O volume representa 270% da média histórica para o mês. Posteriormente, o total acumulado alcançou 584 milímetros, o dobro do esperado para fevereiro.
Com informações da Agência Brasil.
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