A morte de Orelha, um cachorro comunitário de cerca de 10 anos que vivia na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis, em Santa Catarina, continua mobilizando autoridades, moradores e entidades de proteção animal em todo o país. O animal foi atacado por quatro adolescentes no início de janeiro e, em razão da gravidade dos ferimentos, foi submetido à eutanásia em uma clínica veterinária no dia seguinte ao ataque.
Desde então, a Polícia Civil de Santa Catarina intensificou as investigações, conduzindo uma operação em 26 de janeiro para cumprir mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. A ação incluiu a apreensão de celulares e outros dispositivos eletrônicos dos investigados, além de ouvir dezenas de testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança.
Autoridades também investigam a possível coação de testemunhas por parte de familiares dos adolescentes suspeitos, resultando no indiciamento de três adultos por tentativa de intimidar testemunhas no curso das apurações. Até o momento, nenhum dos envolvidos foi detido, e dois dos quatro adolescentes estão nos Estados Unidos em uma viagem que, segundo a polícia, já estava programada antes da repercussão do caso.
Além da morte de Orelha, as investigações apuram também um episódio envolvendo outro cão da região, conhecido como Caramelo, que teria sido alvo de maus-tratos, embora tenha conseguido escapar.
O Ministério Público analisa os elementos do processo e possíveis medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
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