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Alimentos e remédios pesam inflação de abril; veja o que ficou mais caro

Alta da comida e dos medicamentos fez inflação subir 0,67% em abril, enquanto gasolina e gás seguem entre os principais impactos no orçamento dos brasileiros.

12/05/2026 às 11h42

Os preços de alimentos e medicamentos foram os principais responsáveis pela inflação de abril no país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, ficou em 0,67% no mês, abaixo dos 0,88% registrados em março.

Apesar da desaceleração, produtos básicos do dia a dia continuaram mais caros e seguem pressionando o orçamento da maioria das famílias brasileiras. No acumulado de 2026, o IPCA já soma alta de 2,60%. Nos últimos 12 meses, a inflação chegou a 4,39%, acima dos 4,14% registrados no período imediatamente antes.

Alimentos e remédios pesam inflação de abril; veja o que ficou mais caro - (Reprodução/Gemini) Reprodução/Gemini
Alimentos e remédios pesam inflação de abril; veja o que ficou mais caro

O grupo Alimentação e bebidas teve o maior impacto no resultado mensal, com lata de 1,34%. Entre os produtos que mais subiram em abril estão:

  • Cenoura, com aumento de 26,63%
  • Leite longa vida, com aumento de 13,66%
  • Cebola, com aumento de 11,76%
  • Tomate, com aumento de 6,13%
  • Carnes, com aumento de 1,59%

Mesmo com alguns recuos, a alimentação continuou pressionando os gastos domésticos. O café moído teve queda de 2,30%, enquanto o frango em pedaços caiu 2,14%. As refeições fora de casa também ficaram mais caras – o preço dos lanhces subiu 0,71% e o das refeições avançou 0,54% no mês.

Medicamentos, gasolina e gás seguem em alta

Outro grupo que pesou no índice foi Saúde e cuidados pessoais, que registrou alta de 1,16% em abril. O aumento foi influenciado, principalmente, pelos reajustes nos preços dos medicamentos autorizados no início do mês.

Os produtos farmacêuticos subiram 1,77%. Itens de higiene pessoal também tiveram aumento, como é o caso dos perfumes, que ficaram 1,94% mais caros.

Nos combustíveis, a gasolina subiu 1,86% e teve o principal impacto individual no IPCA de abril. O óleo diesel avançou 4,46%, enquanto o etanol teve uma alta bem menor, de 0,62%.

O gás de cozinha também ficou mais caro, com aumento de 3,74%. Já a energia elétrica residencial subiu 0,72%, influenciada por reajustes tarifários aplicados em diferentes capitais do país.

Por outro lado, o grupo Transportes apresentou desaceleração e registrou alta de apenas 0,06% em abril. A principal queda veio das passagens áreas, que recuaram 14,45%.

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 0,81% em abril. O indicador acumula alta de 4,11% nos últimos 12 meses e é utilizado como referência em reajustes salariais.


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Com edição de Ithyara Borges