O deputado estadual Georgiano Neto oficializou, nesta segunda-feira (23), seu retorno ao Partido Social Democrático (PSD), em meio à reta final da janela partidária e após o rompimento da coligação cruzada com o MDB. A movimentação reforça a reconfiguração política em curso no Piauí com vistas às eleições de 2026.
De volta à sigla que ajudou a fundar no estado, o parlamentar afirmou estar confiante no novo projeto político e na capacidade de reorganização do partido.
“Muito feliz retornando para a casa que eu ajudei a construir, fui fundador do partido lá atrás e muito animado, muito confiante de que nós temos um grande projeto e seremos vitoriosos mais uma vez nas eleições deste ano”, declarou.
A mudança de partido ocorre após o fim da articulação entre MDB e PSD nas chapas proporcionais, o que levou as siglas a seguirem caminhos distintos. Além de Georgiano Neto, a deputada estadual Simone Pereira também assinou ficha de filiação ao PSD. Apesar do cenário, Georgiano Neto minimizou possíveis impactos na disputa majoritária.
“Da nossa parte, são águas passadas, página virada, o PSD conseguiu se restabelecer, se reorganizar. Nós temos força política, temos capilaridade política suficiente para poder fazer essa articulação mesmo, que em cima da hora, mas estamos muito animados, muito confiantes de que qualquer impasse na questão proporcional não vai influenciar no projeto majoritário”, afirmou ao O Dia.
Com planos de disputar uma vaga na Câmara Federal, o deputado destacou ainda a meta do partido para 2026: eleger entre cinco e seis deputados estaduais e de dois a três federais.
PSD aposta em crescimento
O presidente regional do PSD, o deputado federal Júlio César, também comentou o novo momento da sigla e reforçou a expectativa de ampliação da bancada.
“É um partido que cresce, transmite segurança e credibilidade. Lamento apenas a quebra do acordo com o MDB, mas respeito. Vamos trabalhar com nossas lideranças e a perspectiva é eleger cinco estaduais e dois federais”, disse.
Pré-candidato ao Senado, Júlio César avaliou que o rompimento não deve comprometer alianças no campo majoritário.
“Eu não acredito, até porque eu respeito o que eles tomaram. Assim como o MDB me apoia, o PSD vai apoiar também o MDB. Então é um apoio recíproco. Eu não acredito que isso vai acontecer”, finalizou.