O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí, o deputado estadual Fábio Novo, afirmou que o impasse interno na base governista sobre a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026 deve ser resolvido por meio do diálogo entre as principais lideranças do grupo.
Atualmente, a composição anunciada pelo governador Rafael Fonteles prevê o senador Marcelo Castro (MDB) como candidato à reeleição, o deputado federal Júlio César (PSD) disputando uma das vagas ao Senado e a indicação de Washington Bandeira para a vice-governadoria.
Nos bastidores, porém, setores do PT defendem um debate mais amplo sobre a composição da chapa, especialmente em relação às vagas ao Senado e à indicação para vice-governador. Mesmo diante das divergências, Fábio Novo avalia que o histórico do partido demonstra capacidade de convergência após as discussões internas.
“Nós temos um partido que tem pessoas que às vezes divergem, que pensam um pouco diferente, mas que ao final termina convergindo. Eu sou fruto disso. Três vezes que eu fui ser presidente do PT, eu disputei. Duas vezes que fui me candidato à Prefeitura de Teresina, eu disputei. E terminou que ao final desses cinco processos nós convergimos e estávamos todos unidos em favor de um projeto maior. Então, assim, é esse time que muito tem feito pelo estado do Piauí. Nós não podemos perder esse horizonte, eu tenho certeza que nós não perderemos”
Para Fábio Novo, o entendimento deve passar necessariamente pelo diálogo entre duas das principais lideranças do partido no estado: o governador Rafael Fonteles e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias.
“Nós temos duas grandes lideran que o governador Rafael Fonteles e o ministro Wellington Dias. É claro que a opinião deles dois influencia dentro do partido. E claro, com paciência, com jeito, dialogando e conversando, obviamente eu não tenho dúvida que nós teremos entendimento e convergência para anunciar uma boa chapa que vai atender os interesses do povo do Piauí”, relatou.
Questionado sobre o que ainda falta para a definição da chapa majoritária, o presidente do PT destacou que o processo político exige tempo e diálogo entre as lideranças.
“Diálogo, que é o que estamos fazendo. A política é a arte do diálogo. Precisamos esgotar todas as conversas possíveis, conversar uma, duas, dez, vinte vezes, até chegar a um entendimento. Estamos dentro do prazo e ainda temos tempo”, concluiu.