O secretário de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí, Fábio Abreu, confirmou nesta terça-feira (24) que deixará o PSD nos próximos dias para se filiar ao Republicanos. A decisão ocorre dentro da janela partidária e marca o reposicionamento político do gestor com foco na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026.
Além de descartar uma possível ida para o MDB, Abreu afirmou que a escolha pelo Republicanos foi construída após diálogo com lideranças da base governista, incluindo o governador Rafael Fonteles. Segundo ele, o objetivo é fortalecer o grupo político e ampliar as chances eleitorais da sigla, que projeta eleger dois deputados federais.
“O importante nesse processo é que nós possamos colaborar com o grupo. E eu sempre tenho dito que as minhas decisões, de fato, elas realmente passam por essa discussão em grupo. Conversei bastante com o governador, porque, afinal de contas, nós temos esse objetivo de fazer com que esse time seja mais uma vez vitorioso. Então, dentro do que nós ponderamos, nós vamos sair do PSD e ir para o Republicanos. Essa é a minha decisão agora definitiva e apenas para confirmarmos a data vinda tanto do presidente Marcos Pereira quanto do presidente da Câmara Hugo Motta”, declarou.
De acordo com Fábio Abreu, a escolha pelo Republicanos também levou em conta o cenário eleitoral e a viabilidade de conquistar uma das vagas na Câmara Federal.
“Hoje, o partido que apresenta possibilidade real de conquistar uma segunda vaga, dentro de um perfil de votação no qual me enquadro, é o Republicanos. Além disso, é uma sigla que permanece na base do governador, o que foi decisivo”, explicou.
Ele destacou ainda o diálogo com o deputado federal Jadyel Alencar, apontado como principal nome da legenda no estado, e afirmou ter recebido garantias sobre a permanência do partido na base aliada.
Avaliação sobre PSD e MDB
Ao comentar as articulações anteriores, Fábio Abreu afirmou que avaliou cenários tanto no PSD quanto no MDB antes de tomar a decisão. No caso do PSD, ele apontou a alta competitividade interna como um fator determinante.
“No PSD há nomes muito fortes, como o deputado Georgiano Neto e o ex-governador Wilson Martins. Pelas projeções, o partido deve eleger dois deputados, o que torna a disputa mais acirrada”, avaliou.
Já em relação ao MDB, o secretário citou a presença de lideranças consolidadas, como Castro Neto e Marcos Aurélio Sampaio, o que também influenciou na decisão de buscar uma alternativa com maior margem de competitividade.
Possível cenário para o Senado
Fábio Abreu também comentou as especulações sobre uma eventual candidatura de Jadyel Alencar ao Senado Federal. Segundo ele, caso o movimento se confirme, a tendência é de alinhamento dentro da sigla.
“Se o partido tiver um candidato ao Senado, naturalmente devemos acompanhar essa decisão. Mas isso ainda depende de diálogo e definição interna”, finalizou.