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Alagoinha do Piauí

Justiça Federal torna réus gestores por suposta fraude em licitação do transporte escolar no Piauí

A decisão foi assinada pelo juiz federal Agliberto Gomes Machado, da Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí, em 11 de julho.

23/07/2026 às 09h08

23/07/2026 às 09h08

A Justiça Federal recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus três investigados por supostas irregularidades na contratação do transporte escolar do município de Alagoinha do Piauí, no Sul do estado. A decisão foi assinada pelo juiz federal Agliberto Gomes Machado, da Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí, em 11 de julho.

Justiça Federal torna réus gestores por suposta fraude em licitação do transporte escolar no Piauí - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
Justiça Federal torna réus gestores por suposta fraude em licitação do transporte escolar no Piauí

Passam a responder à ação penal a empresária Ester Marina Dantas Magalhães, proprietária da DM Locadora, a ex-secretária municipal de Educação Francisca Anatália de Carvalho Rocha e o ex-assessor municipal Alex Silva Brito. Os fatos investigados são relacionados ao Pregão Presencial nº 016/2017, realizado durante a gestão do então prefeito Jorismar José da Rocha (PT). Atualmente, o município é administrado por Pedro Otacílio de Sousa Moura Júnior (PP).

Segundo o MPF, a licitação teria sido direcionada para beneficiar uma única empresa. Conforme a denúncia, a DM Locadora participou sozinha do certame, venceu o contrato e, em vez de executar diretamente o serviço de transporte escolar, subcontratou motoristas autônomos por valores inferiores aos pagos pela Prefeitura.

De acordo com a acusação, enquanto o município remunerava o serviço a R$ 3,90 por quilômetro, os motoristas recebiam R$ 1,50 por quilômetro, o que teria gerado superfaturamento e possível desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O Ministério Público também aponta indícios de que parte desses valores teria sido utilizada para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Ao receber a denúncia, o juiz federal destacou que a acusação atende aos requisitos do Código de Processo Penal e está amparada por elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal.

Entre as provas reunidas durante a investigação estão relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), documentos do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), movimentações bancárias, mensagens, planilhas e outros documentos obtidos ao longo da apuração.

Com a decisão, o processo entra na fase de instrução, quando serão produzidas novas provas e ouvidas as partes. Os denunciados terão assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa antes de qualquer julgamento.

Outro lado

A reportagem do PortalODia.com entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Alagoinha do Piauí para maiores informações. Contudo, até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para manifestações.