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Vereadores de Teresina esperam diálogo com Sílvio Mendes sobre redução das emendas, diz Zé Neto

O vereador Zé Neto (MDB) afirmou que espera uma abertura de diálogo entre o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), e os parlamentares da Câmara Municipal após a redução dos valores destinados às emendas dos vereadores. Segundo ele, o corte representa uma perda de quase R$ 700 mil por parlamentar a partir de 2027 e pode impactar diretamente ações e projetos financiados com esses recursos na capital.

Arquivo / O DIA
Zé Neto (MDB), vereador de Teresina

Em entrevista ao PortalODia.com nesta segunda-feira (28), Zé Neto destacou que cada vereador dispunha anteriormente de aproximadamente R$ 3,3 milhões em emendas, sendo parte dos recursos destinada obrigatoriamente à área da saúde e outra parcela utilizada em projetos sociais, reformas, atividades esportivas, cursos profissionalizantes e outras demandas apresentadas pela população.

“Foi uma perda ruim para todos os vereadores, porque esses recursos davam, no total, R$ 3,3 milhões para cada vereador. Nós perdemos quase R$ 700 mil. Então, quem perde, na verdade, é a população com esse corte”, afirmou.

Diante da redução, o parlamentar disse acreditar que Sílvio Mendes deverá conversar com a Câmara para avaliar alternativas que possam minimizar os impactos da diminuição dos recursos.

“A gente acredita que o prefeito doutor Sílvio ainda vai dialogar com nós, vereadores, para ver como pode ser suprido esse valor, para a gente continuar ajudando dentro do que a população já vinha tendo com os recursos que a gente destinava”, destacou.

Zé Neto citou ações já contempladas por meio de suas emendas para exemplificar a utilização dos recursos. Segundo o vereador, foram destinados valores para atividades em bairros, campeonatos de futebol, tênis de mesa e basquete, além de cursos profissionalizantes e investimentos na saúde.

O parlamentar ressaltou que a diminuição das emendas pode reduzir a capacidade dos vereadores de atender demandas apresentadas diretamente pelas comunidades. Para ele, uma eventual negociação com o Executivo poderia contribuir para preservar parte das ações que já vinham sendo executadas com recursos indicados pelos integrantes da Câmara Municipal.